- O retrato oficial do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, de Vhils, foi criado com camadas de jornais nacionais dos últimos dez anos, para mostrar o peso de dois mandatos.
- A obra fica desde hoje na galeria de retratos do Museu da Presidência da República, em Lisboa, apresentada numa cerimónia com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e do artista.
- Vhils usou jornais de 2016 a 2026, colados, sobrepostos, escavados por incisão e cobertos de branco, recorrendo à sua técnica de relevo.
- O artista afirma que o retrato é uma escavação da superfície, que reúne incêndios, pandemia, crises políticas e o atual contexto de populismo e disrupção tecnológica.
- O artista abdicou da remuneração para que o valor fosse usado na compra de obras de artistas emergentes para a coleção do museu, que já inclui onze peças (com mais para reserva e rotação).
O retrato oficial do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinado por Vhils, é composto por camadas de jornais nacionais dos últimos dez anos. A obra foi apresentada hoje numa cerimónia no Museu da Presidência da República, em Lisboa, com a presença do presidente, do artista e convidados.
O autor explicou que a peça pretende reproduzir o peso de dois mandatos. O método envolve jornais entre 2016 e 2026, colados e sobrepostos, escavados por incisão e, no fim, cobertos de branco, uma técnica de relevo que o artista usa em paredes e fachadas.
A obra reflete, segundo Vhils, eventos como incêndios, pandemia e crises políticas, bem como mudanças no panorama global resultantes do populismo tecnológico. O retrato é visto como uma escavação, revelando camadas que moldaram o presidente ao longo dos anos.
Contexto artístico e percurso do autor
Vhils, que veio da margem sul de Lisboa, explicou a sua vinculação ao projeto, apesar de ter iniciado o trabalho com reservas. A cerimónia contou com agradecimentos à escola pública e referências à importância do Estado no elevador social, conforme descreveu o artista.
Dinâmica de aquisição para o museu
O criador não recebeu pagamento pela obra, pedindo que o valor fosse usado para adquirir obras de artistas emergentes para a coleção do museu. A iniciativa foi aceite, com a aquisição de 11 peças de artistas nacionais, conforme nota de imprensa do artista, e a previsão de novas adições.
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