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Escalar o Evereste? Sim, mas com regras

Nepal avança com regras para escalar o Evereste, exigindo experiência prévia em picos nepaleses e certificados de saúde para reduzir acidentes

Centenas de estrangeiros tentam todos os anos chegar ao cimo do Evereste, muitos dele inexperientes
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  • O Nepal está a estudar medidas para tornar a escalada ao Evereste mais segura, incluindo exigir que os candidatos já tenham alcançado outro pico no país.
  • A proposta faz parte de um projeto de lei aprovado pela Assembleia Nacional e que aguarda votação na Câmara dos Representantes, marcada após as eleições de 5 de março.
  • Os principais operadores de expedições apoiam as novas regras, dizendo que vão incentivar escaladas mais seguras.
  • A exigência de ter escalado outros picos no Nepal foi questionada por alguns empresários, que levantaram dúvidas sobre a qualificidade de alpinistas.
  • A legislação também exige certificados de saúde e substitui o depósito reembolsável para o lixo, dirigido a cerca de 3 400 euros, por uma contribuição para um fundo de limpeza das montanhas e apoio aos trabalhadores do setor.

O Nepal prepara novas regras para a escalada ao Everest, a montanha mais alta do mundo, com mais de 8800 metros. A proposta visa aumentar a segurança dos alpinistas que tentam atingir o cume. O foco está na qualificação prévia dos montanhistas.

A ideia em estudo exige que os candidatos já tenham alcançado um outro pico no Nepal antes de tentar o Everest. A medida faz parte de um projeto de lei aprovado pela Assembleia Nacional e que aguarda votação na Câmara dos Representantes.

O texto do projeto foi apresentado por autoridades do turismo nepalês. A motivação é reduzir acidentes entre estrangeiros que enfrentam condições extremas nas alturas. A proposta também prevê certificado de saúde para alpinistas.

Para além das regras de experiência, a legislação impõe certificados médicos aos escaladores. Além disso, substitui o depósito reembolsável para lixo, atualmente de cerca de 3400 euros, por uma contribuição para um fundo de limpeza e apoio aos trabalhadores.

Os apoiantes do setor de expedições mostraram-se favoráveis, destacando que as regras podem tornar as escaladas mais seguras e organizadas. Operadores locais veem potencial de melhoria na gestão das expedições.

Críticos questionaram a exigência de ter escalado picos no Nepal, sugerindo que alpinistas experientes podem já ter percorrido altos cumes em outros países. As avaliações continuam a depender de debates políticos.

A medida ainda depende da votação na Câmara dos Representantes, que só será formada após as eleições de 5 de março. O Everest continua a atrair centenas de alpinistas todos os anos, gerando atividade económica relevante no país.

Medidas em análise

  • O que muda: exigência de ter escalado um pico no Nepal antes do Everest.
  • Porquê: aumentar a experiência e reduzir acidentes.
  • Outros pontos: certificados de saúde e novo financiamento para limpeza e trabalhadores.

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