- O livro de memórias do rei emérito Juan Carlos vendeu 40 mil exemplares na primeira semana.
- O livro de Iñaki Urdangarin vendeu sete mil exemplares no mesmo período, aproximadamente mil por dia.
- Mesmo assim, Urdangarin entrou no top 10 dos livros mais vendidos em Espanha, e a editora Grijalbo mantém perspetivas positivas a médio prazo.
- Críticos apontam que Urdangarin não foi inteiramente honesto nas suas confidências, o que não agradou ao público.
- Ao contrário de Juan Carlos, que recorreu a uma autora profissional, Urdangarin escreveu a narrativa sozinho, o que resultou numa prosa menos elaborada.
Iñaki Urdangarin viu o seu livro de memórias, Todo lo vivido, lançado em Espanha, gerar menos interesse do que o livro de Juan Carlos, Rei Emérito. O confronto mediático ganhou tom de guerra entre a figura do ex-marido da infanta Cristina e o antigo monarca, mas os resultados foram distintos.
Na semana de lançamento, o livro de Juan Carlos vendeu cerca de 40 mil exemplares, segundo dados da editora Grijalbo. O memoir de Urdangarin registou, nesse mesmo periodo, cerca de 7 mil unidades vendidas, o que representa uma média de cerca de mil por dia.
Apesar dos números mais baixos, Todo lo vivido entrou no top 10 das obras mais vendidas em Espanha, com a editora a manter expectativas positivas a médio prazo. A Grijalbo cita boa receção de mercado face ao perfil do público leitor.
Desempenho de vendas e contexto editorial
Críticos explicam a diferença entre as obras por dois fatores centrais: perceção de que Urdangarin não foi totalmente honesto, e o modo de escrita. Em comparação, Juan Carlos recorreu a uma escritora profissional, o que terá influenciado a receção.
Além disso, a prosa de Urdangarin é descrita como menos polida e envolvente, em contraste com o estilo de redação do livro do rei emérito. O resultado é uma comparação direta entre uma narrativa pronta para edição profissional e uma versão escrita pelo próprio autor.
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