- O texto acompanha a estadia de um visitante em Berlim, percorrendo Schöneberg, marco histórico ligado a Marlene Dietrich e David Bowie, e explorando redondezas da antiga vida noturna.
- A visita incluiu o centro de produção da Rádio Estadomunicipal de Berlim e Brandemburgo (RBB) e os estúdios da Casa da Radiodifusão, com passagem junto ao Sandmännchen.
- O roteiro combinou lazer e ocupação, incluindo um mercado biológico, uma praça com atividades infantis, um mergulho no Schlachtensee e visitas a feiras de antiguidades na Unter den Linden.
- Pontos turísticos observados van a Porta de Brandemburgo, Coluna da Vitória, Parlamento, Igreja Memorial Imperador Guilherme e o estádio olímpico, com referências ao Ampelmännchen no trajeto.
- No Dia da Unidade Alemã, houve convivência entre diferentes manifestações políticas, lembrando a história do Muro e as disparidades entre alemães orientais e ocidentais, encerrando a visita com despedida em Berlim.
Berlim vive entre passado e presente: o visitante chega a uma cidade que mistura nostalgia do Leste com a efervescência do Ocidente. O texto acompanha uma semana de perambulações por Schöneberg, Berlim Central e bairros históricos, entre memórias da muralha e novas referências urbanas.
No trajeto, a intersecção ferroviária de Schöneberg surge como ponto de partida para explorar redondezas onde nasceram Marlene Dietrich e David Bowie. A visita inclui o centro de produção da RBB e os estúdios da Casa da Radiodifusão, berço de emissoes na Europa.
Ao longo do passeio, o itinerário cruza mercados, parques e feiras. Do mercado biológico junto à igreja do Apóstolo Paulo ao Schlachtensee, passando por Neukölln, há encontros com comunidades, lojas de segunda mão e apresentações locais, sempre com a paisagem urbana de Berlim no horizonte.
No Dia da Unidade Alemã, a marcha pela paz e as palmas de bandeiras convivem com memórias de ostalgi, bem como com debates sobre as diferenças entre ossis e wessis. A caminhada aproxima-se da Bebelplatz e termina no Mercado de Hackescher.
Entre memoriais e memorial de judeus mortos, a narrativa recorda os horrores do passado e reforça a importância da educação cívica. Em cada ponto, emerge a ideia de que a história não deve ser esquecida nem repetida.
Na despedida, as referências culturais são substituídas pela prática cotidiana: livros usados à porta de alguém, despedidas junto ao jardim botânico e a reparação de um violoncelo no atelier de um luthier. O regresso a Portugal encerra a experiência.
Texto e fotos de Jorge Costa
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