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Mais seis mortos em fevereiro em Cabo Delgado, Moçambique

Seis mortos em duas semanas elevam o total de óbitos em Cabo Delgado para 6.466 desde 2017, após sete ataques, quatro atribuídos ao Estado Islâmico Moçambique

Ataques armados em Cabo Delgado. Moçambique
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  • ACLED regista sete eventos violentos em Cabo Delgado nas duas últimas semanas, quatro deles ligados ao Estado Islâmico, com seis mortos, elevando o total desde 2017 para 6.466.
  • O relatório cobre o período de 09 a 22 de fevereiro; desde outubro de 2017 já ocorreram 2.331 eventos violentos, sendo que 2.162 envolveram elementos do Estado Islâmico Moçambique (EIM).
  • No período analisado, os ataques do EIM continuam a visar obtenção de alimentos e bens de primeira necessidade, com emboscada a uma coluna de viaturas comerciais na N380, na floresta de Catupa, causando pelo menos três mortes.
  • Na costa e ilhas, as interações com comunidades têm sido relativamente moderadas, com apenas uma ação violenta registrada na região: o lançamento de uma granada lançada por foguete contra uma base militar perto de Mocímboa da Praia.
  • O conflito em Cabo Delgado, rico em gás, persiste desde 2017; o Presidente moçambicano já indicou abertura a uma solução pelo diálogo para o terrorismo no norte, visando a paz para o país.

Firme acompanhamento aos números da organização ACLED aponta para sete eventos violentos em Cabo Delgado nas duas últimas semanas, com quatro ataques reivindicados por extremistas do Estado Islâmico. Ao todo, registrados desde outubro de 2017, 2.331 incidentes, dos quais 2.162 ligados ao EIM, provocando 6.466 mortes até agora.

O relatório, com dados entre 9 e 22 de fevereiro, reforça que as ações da insurgência continuam a impactar a província. Nos últimos oito anos, os confrontos provocaram dezenas de mortos e um padrão de enfrentamentos com forças do Estado, bem como acessos a bens de primeira necessidade por civis.

Além dos embates, o estudo observa que na região costeira as interações com comunidades têm sido mais moderadas, com suprimentos geralmente obtidos de forma pacífica. Houve apenas um ataque violento próximo de Mocímboa da Praia, com o lançamento de uma granada de lançamento de rocket contra uma base militar.

Contexto da região

Mais de uma semana após o início do Ramadão, o EIM mantém foco na obtenção de alimentos e bens essenciais, segundo o relatório. Militantes com base na floresta de Catupa emboscaram uma coluna de viaturas comerciais na N380, gerando confrontos prolongados com as forças de segurança e ao menos três mortes.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, tem sido palco de ataques desde 2017, marcando o início da insurgência em Mocímboa da Praia. Este histórico contextualiza os recentes episódios e o impacto sobre a população local.

Ponto político

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, sinalizou, em entrevista à Lusa, a possibilidade de solução pelo diálogo para a violência no norte do país, reiterando o objetivo de alcançar a paz. Referiu experiências anteriores de pacificação, destacando o papel do diálogo na resolução de conflitos prolongados.

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