- O Ministério Público acusa um homem de 30 anos por incitamento ao ódio e à violência, bem como instigação à prática de homicídio contra pessoas de nacionalidade estrangeira através das redes sociais.
- A investigação, conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, resultou numa acusação por discriminação, incitamento ao ódio e violência, instigação pública à prática de homicídio, apologia pública de crime, gravações ilícitas e detenção de arma proibida, relacionado com uma publicação que incitava à violência contra estrangeiros.
- Na publicação, o detido oferecia como recompensa um apartamento no centro de Lisboa a quem realizasse um massacre e exterminasse determinados cidadãos estrangeiros, incluindo um bónus adicional de 100 mil euros para quem atentasse contra a vida de uma jornalista brasileira.
- A divulgação viral da publicação gerou grande repercussão pública e alarme social, segundo a PJ, afetando o sentimento de tranquilidade e a paz pública.
- O arguido, com antecedentes por crimes de discriminação e incitamento ao ódio, foi detido em Vila Real mas ouvido em Lisboa, tendo a prisão preventiva sido decretada; a PJ apreendeu provas digitais relevantes ao seu radicalismo ideológico.
Numa investigação da PJ, um homem de 30 anos foi acusado pelo Ministério Público por incitamento ao ódio e à violência, bem como instigação ao homicídio contra pessoas de nacionalidade estrangeira, através das redes sociais. A acusação envolve ainda discriminação, apologia de crime e detenção de arma proibida.
A UNCTE, no âmbito de um inquérito do DIAP de Lisboa, reuniu provas sobre postings que promoviam violência contra cidadãos estrangeiros e uma jornalista brasileira, alvo de uma oferta de recompensa. O detido recebia prisão preventiva desde 23 de outubro do ano passado.
Segundo as autoridades, uma publicação tornou-se viral, gerando alarme social e afetando a tranquilidade pública. Foram apreendidos num vasto conjunto de provas digitais indícios do radicalismo ideológico do arguido.
Detenção, acusações e provas
O detido foi interceptado em Vila Real, sem flagrante, e posteriormente ouvido em Lisboa, onde lhe foi decretada a prisão preventiva. A PJ também indicou que a investigação envolve violência contra a comunidade brasileira e referência a ideologia nazi.
O processo envolve o Ministério Público, a PJ e o DIAP de Lisboa. Entre as acusações estão incitamento ao ódio, à violência e à prática de homicídio, bem como gravar conteúdos de forma ilícita. O caso continua a ser instruído pelas autoridades competentes.
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