- Descoberta de HD176986 d, uma nova superterra a orbitar a estrela HD 176986, localizada a cerca de 91 anos-luz.
- A descoberta, liderada pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics, elevando para três o número de planetas no sistema.
- HD 176986 já tinha dois planetas conhecidos, HD 176986 b (6,5 dias) e HD 176986 c (16,8 dias); o novo mundo completa a órbita a cada 61,4 dias.
- A massa mínima de HD176986 d é inferior a sete vezes a da Terra, situando-se entre os dois vizinhos no sistema.
- A detecção foi possível graças observações de longo prazo com instrumentos de última geração, que permitem identificar planetas pequenos com órbitas relativamente amplas.
Uma equipa científica internacional identificou o planeta HD176986 d, uma nova superterra a orbitar a estrela HD 176986, uma anã laranja da classe K, localizada a cerca de 91 anos-luz. A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics, reforçando a importância de observações de longo prazo para detectar mundos com órbitas amplas.
A estrela HD 176986 já era conhecida por albergar dois planetas, descobertos em 2018 pela equipa liderada pelo IAC, com períodos de 6,5 e 16,8 dias, designados HD 176986 b e HD 176986 c. O novo estudo concluiu que há um terceiro planeta no sistema.
Nicola Nari, primeiro autor do estudo e doutorando do IAC, afirmou que a deteção foi possível após anos de observação com instrumentos de última geração e a compilação de várias séries de dados, que revelaram o sinal do terceiro planeta.
Novo planeta e características
O planeta HD176986 d tem massa mínima inferior a sete vezes a da Terra e situa-se entre os dois vizinhos no sistema. O planeta mais interior tem massa mínima de cerca de cinco massas terrestres, enquanto o exterior chega a aproximadamente dez massas da Terra.
HD176986 d completa uma órbita em torno da estrela a cada 61,4 dias, numa trajetória mais alargada que a de HD 176986 b. O tamanho e a massa colocam-no na categoria das superterras, um tipo de planeta mais massivo que a Terra, porém menor que os gigantes gasosos.
A equipa do IAC sublinha que apenas uma dúzia de planetas com períodos superiores a 50 dias e massas inferiores a sete massas terrestres são conhecidos. Planetas deste tipo são difíceis de detetar devido aos sinais fracos que produzem, exigindo observações extensas para confirmação.
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