- Pelo menos 374 mortos e quase 1,9 milhões de pessoas afetadas por inundações e ciclones no sul de África desde outubro de 2025 até meados deste mês, segundo a ONU.
- África Austral passou de seca provocada pelo El Niño para chuvas fortes associadas à La Niña em 2025-26, impactando Moçambique, Madagáscar, África do Sul, Zimbábue, Maláui e Zâmbia (OCHA).
- Estima-se que 723.000 pessoas tenham sido afetadas por inundações em Moçambique e mais de 681.000 por ciclones em Madagáscar.
- Cerca de 175.000 pessoas foram deslocadas; 1.400 ficaram feridas e 293.000 habitações foram danificadas.
- As previsões apontam novas chuvas até junho, com risco de inundações persistente, afetando a segurança alimentar, surtos de doenças e a recuperação, agravado por acessos humanitários dificultados.
Pelo menos 374 pessoas morreram e quase 1,9 milhões foram afetadas por inundações e ciclones no sul de África, entre outubro de 2025 e meados de 2026, segundo a ONU. O conjunto de ocorrências atinge Moçambique, Madagáscar, África do Sul, Zimbábue, Maláui e Zâmbia.
O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) explica que a transição de El Niño para La Niña, entre 2023-2024 e 2025-2026, intensificou as chuvas fortes na região. El Niño aquece e seca; La Niña acentua ventos e inundações.
Entre os afetados, 723.000 residem em Moçambique devido às chuvas intensas, e mais de 681.000 em Madagáscar por ciclones, segundo a ONU. Aproximadamente 175.000 pessoas foram deslocadas, 1.400 ficaram feridas e 293.000 habitações ficaram danificadas.
As inundações causaram mortes, deslocamentos e perdas de meios de subsistência e de colheitas, sobretudo em Madagáscar e Moçambique, detalha o OCHA. A situação mantém-se crítica com a previsão de novas chuvas até junho.
Preveem-se níveis de inundação elevados que agravam a insegurança alimentar, surtos de doenças e atrasam a recuperação. A ONU reforça a necessidade de apoio contínuo para responder às necessidades básicas.
Desafios na resposta humanitária
Parceiros humanitários trabalham com governos para fornecer alimentos, água, saneamento e abrigo temporário, mas enfrentam financiamento limitado e acesso dificultado por estradas e pontes inundadas.
As chuvas constantes prolongam deslocamentos e aumentam o risco de doenças transmitidas pela água, pressionando os sistemas de saúde já frágeis da região.
Contexto regional
A ONU ressalta que a transição climática afeta igualmente a segurança alimentar e a recuperação económica. A cooperação internacional permanece crucial para sustentar as operações de ajuda.
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