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Itália exibe pela primeira vez restos mortais de S. Francisco de Assis

Relíquias de São Francisco de Assis ficam expostas numa vitrine translúcida pela primeira vez desde 1978, com visitas até 22 de março e grande afluência

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  • Pela primeira vez, os restos mortais de São Francisco de Assis ficam expostos em uma vitrine de acrílico na Basílica de São Francisco de Assis, com a inscrição em latim “Corpus Sancti Francisci”, e permanecem visíveis até 22 de março.
  • A basílica abriu às 7h locais e cerca de 400 mil pessoas já reservaram lugar para visitar as relíquias.
  • O frei Giulio Cesáreo, diretor de comunicação do convento, diz que a exposição pode ser significativa tanto para crentes quanto para não crentes, mostrando o legado de entrega de Francisco.
  • O corpo foi deslocado do túmulo em 1818 após escavações; o relicário de vidro à prova de arrombamento, usado desde 1978, protege os restos mortais.
  • A segurança inclui vigilância 24 horas, esperando receber 15 mil visitantes por dia na semana e até 19 mil aos fins de semana.
  • Em 4 de outubro, o dia de São Francisco de Assis volta a ser feriado nacional na Itália, em homenagem ao santo e ao Papa Francisco, que adotou o seu nome.

O Vaticano italiano exibe pela primeira vez restos mortais de São Francisco de Assis. A exposição, intitulada Corpus Sancti Francisci, apresenta um relicário de acrílico com o esqueleto do santo falecido em 1226, em frente ao altar da igreja inferior da Basílica de São Francisco de Assis, em Assis. A mostra fica aberta até 22 de março, como parte de uma cerimónia religiosa.

A abertura ocorreu às 7h locais e atraiu uma multidão de peregrinos. Cerca de 400 mil pessoas reservaram lugar para ver, de perto, as relíquias. O evento é acompanhado por uma sinalização em latim que identifica o objeto em exibição.

Entre os que aguardavam, estava Nicoletta Benolli, de 65 anos, que viajou de Verona. A visitante descreveu a experiência como única e afirmou que o momento traz à tona uma percepção de verdade de encontro direto com o santo.

O diretor de comunicação do convento franciscano de Assis, frei Giulio Cesáreo, afirmou que a iniciativa pode ser significativa para crentes e não crentes, destacando o simbolismo de ossos danificados que sugerem entrega total de Francisco aos pobres.

O corpo permanece na basílica desde 1230, tendo sido descoberto no tombamento do túmulo apenas em 1818, após escavações discretas. O relicário, feito de vidro à prova de arrombamento, envolve o esqueleto desde 1978 e permite visão direta, com o crânio danificado já histórico.

O conjunto de vidro substitui o antigo vidro tradicional, com câmaras de vigilância 24 horas para garantir a segurança. Estima-se uma média de 15 mil visitantes diários durante a semana e até 19 mil nos fins de semana.

Especialistas asseguram que a conservação não será afetada pela exposição contínua, uma vez que a vitrine é selada e o ambiente da basílica permanece estável. A iluminação da igreja receberá ajustes mínimos, mantendo o espaço como local de encontro de fé.

Em 4 de outubro, o dia de São Francisco de Assis volta a ser feriado nacional na Itália, honrando o santo e o papa Francisco, que adotou o seu nome. O Papa morreu em abril de 2025, aos 88 anos, tornando-se o primeiro a receber o nome de Francisco.

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