- Coimbra e o Baixo Mondego precisam de um sistema de cuidados, não de uma barragem.
- Os diques e o canal de rega foram bem concebidos e cumpriram a função durante décadas, mas o clima mudou.
- Quando ocorrem Cheias no Baixo Mondego, surge novamente a ideia da barragem de Girabolhos, em Seia.
- O projeto fica a mais de 27 quilómetros da barragem da Aguieira e tem eficácia questionável para as cheias.
- O debate já ocorre há 16 anos**, no âmbito do projeto do Parque Patrimonial do Mondego, mantendo resistência coletiva contra a barragem.
Coimbra e o Baixo Mondego precisam de um sistema de cuidados, não de uma barragem. Os diques e o canal de rega foram bem concebidos e cumpriram a função durante décadas, mas o clima mudou. Inundações recentes reabrem o debate sobre protecção da região.
A discussão volta a centrar-se na barragem de Girabolhos, proposta que já aparece em episódios de cheia. O projeto está localizado em Seia, a mais de 27 km da barragem da Aguieira, e é visto por muitos como de difícil eficácia para travar cheias no Baixo Mondego.
Quem está envolvido inclui autoridades locais, organizações cívicas e ambientais que defendem soluções baseadas em cuidados e infraestrutura existente, em vez de novas obras de grande envergadura. A posição aponta para investimento em redes de proteção e gestão de água.
O debate já dura há 16 anos, associado ao Parque Patrimonial do Mondego. O objetivo, segundo os que defendem a posição, é evitar alterações profundas no território e focar-se numa estratégia de adaptação às mudanças climáticas com impacto previsível nas cheias.
As autoridades locais observam o histórico de inundações, as comunicações com populações ribeirinhas e a necessidade de planeamento mais robusto. A discussão pública ainda não definiu uma decisão final sobre a viabilidade da barragem.
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