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Risco de incêndios florestais aumenta em vários países simultaneamente

Risco de incêndios florestais simultâneos aumentou globalmente, com mais dias quentes e secos, reduzindo a disponibilidade de ajuda entre países.

FOTO DE ARQUIVO - Bombeiro vigia chamas do incêndio Hughes junto ao lago Castaic, em Castaic, Califórnia, 22 de janeiro de 2025
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  • O estudo aponta que o número de dias com condições de calor, seco e vento — propícias a incêndios florestais extremos — quase triplicou nos últimos 45 anos, especialmente nas Américas.
  • Em 1979 a 1984 havia em média 22 dias por ano com condições simultâneas; em 2023 e 2024 esse valor ultrapassou 60 dias por ano.
  • Mais de 60 por cento do aumento global é atribuído às alterações climáticas provocadas pela queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural).
  • Os investigadores alertam que, conforme o planeta aquece, mais regiões ficam suscetíveis de arder ao mesmo tempo, dificultando a resposta de várias nações com recursos limitados.
  • O estudo, publicado na revista Science Advances em 18 de fevereiro, ressalta que a sobreposição de épocas de fogo reduz a disponibilidade de ajuda internacional entre vizinhos.

Em vários países, o risco de incêndios florestais tem aumentado de forma simultânea, num cenário em que muitos pueblos enfrentam fogos próprios e com menos apoio externo entre vizinhos. Um estudo publicado a 18 de fevereiro na Science Advances assinala que o número de dias com condições propícias a incêndios extremos quase duplicou nos últimos 45 anos, com maior acentuação nas Américas.

A investigação mostra que as condições de calor, secura e ventos fortes, combinadas com solos secos, têm-se tornado mais frequentes globalmente. Os autores destacam que, à medida que o planeta aquece, mais regiões ficam suscetíveis a arder ao mesmo tempo, aumentando a dificuldade de combate e a necessidade de recursos.

Além dos dados gerais, o estudo analisa a contribuição das emissões de gases com efeito de estufa. A equipa revela que mais de 60% do aumento global dos dias com condições de incêndio simultâneas pode ser atribuído a mudanças climáticas causadas pela queima de carvão, petróleo e gás.

Em países como os Estados Unidos, a média anual de dias com condições de incêndio simultâneas subiu de 7,7 entre 1979 e 1988 para 38 na última década, sinalizam os investigadores. Na região sul da América do Sul, a subida é ainda mais expressiva, com a média a passar de 5,5 para 70,6 dias por ano, chegando a 118 dias em 2023.

Mudanças regionais e desafios na cooperação

O estudo sublinha que áreas que antes tinham épocas de fogo distintas passaram a sobrepor-se, o que reduz a disponibilidade de recursos compartilhados e aumenta a pressão sobre as autoridades locais. Em contrapartida, apenas o Sudeste Asiático registou uma redução nas condições de incêndio simultâneas, possivelmente devido a maior humidade atmosférica.

Os autores lembram que o tempo é apenas uma dimensão do risco. Além das condições meteorológicas, entram fatores como oxigénio, combustível (vegetação) e fontes de ignição (raios, ações humanas). Mesmo com maior previsibilidade de surtos, a gestão de incêndios continua a depender de múltiplos componentes.

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