- Dois por cento da receita do imposto sobre o tabaco vão para políticas de prevenção e controlo do tabagismo, representando cerca de 33,5 milhões de euros em 2026.
- A medida está prevista no Orçamento do Estado para 2026 e resulta de um despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde.
- O montante será transferido para a Administração Central do Sistema de Saúde, para apoiar o Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, coordenado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
- O dinheiro destina-se ainda a programas nacionais de doenças respiratórias, oncológicas, cerebro-cardiovasculares e de promoção da saúde oral e de saúde escolar, bem como a projetos-piloto de rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão nas Unidades Locais de Saúde (Unidades Locais de Saúde do Serviço Nacional de Saúde).
- Entre as medidas, destaca-se a aplicação de parte dos fundos em programas de rastreio populacional, consultas e programas de cessação tabágica nos cuidados de saúde primários e hospitalares, incluindo terapêuticas farmacológicas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O Governo vai destinar 2% da receita do imposto sobre o tabaco a políticas de prevenção e controlo do tabagismo. A medida está prevista no Orçamento do Estado para 2026 e visa reduzir a morbilidade e mortalidade associadas ao tabagismo.
Este ano, o montante deverá rondar os 33,5 milhões de euros. O despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde define a percentagem e as entidades elegíveis para a aplicação dos fundos.
A verba será gerida pela Administração Central do Sistema de Saúde e servirá, entre outros, o Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, coordenado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
Distribuição e fins prioritários
A maior fatia, 35%, destina-se à implementação e expansão de rastreio de base populacional. Segue-se o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral com 22,5%.
Outras finalidades recebem percentagens entre 10% e 1%, incluindo programas para doenças respiratórias, oncológicas, cérebro-cardiovasculares e saúde escolar.
Intervenções previstas
O dinheiro permitirá financiar rastreio, consultas e programas de cessação tabágica nos cuidados de saúde primários e hospitalares das ULS. Inclui também financiamento de terapêuticas farmacológicas pelo SNS.
O despacho também autoriza projetos-piloto de rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão a desenvolver nas ULS do SNS.
Objetivos de longo prazo
Na prática, a medida objetiva três áreas de intervenção prioritárias: prevenção do consumo, apoio a quem pretende deixar de fumar e diagnóstico precoce de doenças associadas ao tabaco.
Entre na conversa da comunidade