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África do Sul deixa a Bienal de Veneza após veto a obra sobre Palestina

Pavilhão da África do Sul fica vazio na Bienal de Veneza, após decisão judicial que apoiou o ministro da Cultura na exclusão de Gabrielle Goliath da representação

A artista Gabrielle Goliath, à direita, e a sua curadora, Ingrid Masondo
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  • O pavilhão da África do Sul ficará vazio na Bienal de Arte de Veneza 2026, que decorre entre 9 de maio e 22 de novembro.
  • O Departamento do Desporto, das Artes e da Cultura confirmou a decisão, depois de o Tribunal Supremo sul-africano ter dado razão ao ministro da Cultura, Gayton McKenzie, no processo movido por Gabrielle Goliath.
  • Goliath pretendia apresentar uma nova versão da instalação video‑arte Elegy, centrada na violência contra mulheres em Gaza e incluindo referências ao genocídio Herero e Nama na Namíbia.
  • O ministro alegou preocupações com o tema da Palestina e afastou a obra da representação oficial; a organização da Bienal de Veneza não comentou a decisão.
  • A artista planeia recorrer, afirmando que o pavilhão vazio representa censura, enquanto especialistas consideram a decisão embaraçosa para a reputação artística sul-africana.

O pavilhão da África do Sul ficará vazio na Bienal de Veneza de 2026, marcada entre 9 de maio e 22 de novembro. A decisão foi confirmada pelo Departamento do Desporto, das Artes e da Cultura do Governo sul-africano, após o Tribunal Supremo ter dado razão ao ministro da Cultura, Gayton McKenzie, no processo movido pela artista Gabrielle Goliath.

Gabrielle Goliath seria a representante oficial do país, acompanhada pela curadora Ingrid Masondo, com a instalação em vídeo Elegy a ser apresentada em Veneza. O projeto aborda femicídio, violência contra mulheres e também questões históricas ligadas à Namíbia colonial, com uma montagem que incluía um coro de cantoras de ópera.

Contexto e razões da decisão

McKenzie afastou a obra do programa oficial, alegando preocupações com o foco da peça na Palestina e seu conteúdo. O Supremo manteve a posição do ministro e obrigou a artista a arcar com parte dos custos do processo, mantendo a decisão sem motivação pública apresentada pela juíza.

A organização da Bienal de Veneza não comentou o cancelamento, limitando-se a não emitir comentários sobre decisões nacionais. Gabrielle Goliath informou que pretende recorrer, mantendo a disponibilidade de apresentar a obra num espaço não governamental da mesma mostra, caso haja oportunidade.

Reação da artista e desdobramentos

Goliath descreveu a situação como vergonhosa e afirmou que está disposta a levar a obra a Veneza desde que haja espaço adequado. A artista adianta que já apresentou Elegy em várias plataformas ao redor do mundo e poderá buscar alternativas para manter a comunicação pretendida pela instalação.

O ministro McKenzie, expoente da Patriotic Alliance, já tinha manifestado que o objetivo era apresentar arte que transmitisse uma mensagem positiva sobre a África do Sul. O departamento também convocou um coletivo nacional para produzir trabalhos para a bienal, sem indicar data de exibição oficial.

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