- O Papa Leão XIV vai visitar Lampedusa a quatro de julho, seguindo os passos de Francisco, que escolheu a ilha para a sua primeira viagem fora do Vaticano.
- Lampedusa é porta de entrada para migrantes vindos do norte de África, principalmente da Líbia e da Tunísia, via rota do Mediterrâneo Central.
- No ano passado morreram ou desapareceram na rota pelo menos mil trezentos e quarenta e dois migrantes.
- Além de Lampedusa, o Vaticano anunciou outras deslocações do Papa: quatro de maio a Pompeia e Nápoles, e 23 de maio a Acerra, na Campânia.
- O cronograma inclui ainda visita a Pavia a vinte de junho, Assis a seis de agosto (800º aniversário da morte de São Francisco) e Rimini a vinte e dois de agosto.
O Papa Leão XIV vai visitar Lampedusa a 4 de julho, seguindo os passos de Francisco na sua primeira viagem fora do Vaticano. A anunciada deslocação marca o segundo pontificado fora da sede apostólica em relação ao território italiano.
Segundo o Vaticano, o Papa norte-americano seguirá o trajeto escolhido pelo antecessor, que em 2013 fez de Lampedusa o seu primeiro destino fora do Vaticano. A ilha fica no sul de Itália e é porta de entrada de muitos migrantes.
Lampedusa é polo de travessia de migrantes que partem do Norte de África, sobretudo da Líbia e da Tunísia, rumo à Europa pelo Mediterrâneo Central, uma rota de elevada mortalidade. Em 2022, morreram ou desapareceram pelo menos 1342 pessoas nesta rota.
O Vaticano detalhou ainda outras visitas do Papa: Pompeia e Nápoles, a 8 de maio; Acerra, na Campânia, a 23 de maio; Pavia, a 20 de junho; Assis, a 6 de agosto, por ocasião do 800º aniversário da morte de São Francisco; e Rimini, a 22 de agosto, para o Encontro de Amizade e Povos.
Agenda do Papa e contexto regional
A deslocação a Lampedusa insere-se numa linha de visitas do Papa a territórios com crise migratória e questões sociais relevantes. O portador do papado também tem previsto, noutras paragens, encontros com comunidades locais e ações de solidariedade.
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