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Missão da ONU denuncia genocídio no Sudão

ONU denuncia genocídio no Sudão em El Fasher, apontando atos sistemáticos contra comunidades não árabes com assassinatos e violência sexual

ONU
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  • A missão independente da ONU para apurar factos no Sudão reportou, esta quinta-feira, atos de genocídio na cidade de El Fasher.
  • O relatório conclui que a intenção genocida é a única conclusão razoável das ações sistemáticas das Forças de Apoio Rápido (RSF) em El Fasher, no Darfur.
  • Os atos incluem assassinatos seletivos por etnia, violência sexual, destruição e declarações públicas que incitam à eliminação de comunidades não árabe, especialmente Zaghawa e Fur.
  • El Fasher tem sido palco de atrocidades desde a tomada pela RSF em outubro, numa região já devastada pela violência nos anos de 2000.

A missão independente da ONU para apurar factos no Sudão reportou esta quinta-feira atos de genocídio na cidade de El Fasher, palco de inúmeras atrocidades desde que foi conquistada pelos paramilitares, em outubro.

Segundo o relatório, a intenção genocida é a conclusão mais plausível face às ações sistemáticas. O documento aponta para a responsabilidade da Força de Apoio Rápido (RSF) nesta cidade do Darfur, no Sudão Ocidental.

As ações são descritas como assassinatos seletivos por etnia, violência sexual, destruição de comunidades e declarações públicas que promovem a eliminação de grupos não árabes, sobretudo os Zaghawa e os Fur.

Contexto da investigação

A missão descreve padrões de violência que ocorreram desde a tomada de El Fasher pelos paramilitares. Das conclusões consta que há uma coordenação que aponta para objetivos étnicos, com impactos graves na população local. O Darfur tem sido palco de violência desde a década de 2000, agravando-se com a atuação das forças envolvidas no conflito.

A ONU mantém o compromisso de monitorar abusos e recolher evidências em terreno, ressaltando a necessidade de responsabilização. Não foram reportadas informações sobre prisões ou medidas de resposta imediata por parte de autoridades sudanesas. O relatório reforça a urgência de investigação internacional independente para apurar responsabilidades.

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