- Relatório conjunto do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) alerta para a resistência a antimicrobianos em bactérias alimentares na Europa.
- Em 2024, mais de uma em cada cinco infeções humanas por Salmonella foram resistentes à ciprofloxacina; a resistência a vários antibióticos afetou quase um quinto dos casos.
- Na Campylobacter, a resistência à ciprofloxacina está tão disseminada que já não é recomendada para o tratamento de infeções humanas.
- As duas bactérias apresentam resistência a ampicilina, tetraciclinas e sulfonamidas, evidenciando ligações entre saúde humana, animal e alimentar (One Health).
- Em 2024, a União Europeia registou 168.396 casos de Campylobacter e 79.703 de Salmonella; ovos e produtos de ovo são o principal veículo, com legumes não animais também associados a surtos graves.
A resistência aos antimicrobianos em bactérias associadas a alimentos permanece alta na Europa, conforme um novo relatório conjunto do ECDC e da EFSA. Salmonella e Campylobacter destacam-se pela resistência a ciprofloxacina, um antibiótico-chave para infeções graves.
Em 2024, mais de 20% dos casos humanos de Salmonella foram resistentes à ciprofloxacina, com resistência a múltiplos fármacos presente em uma fatia semelhante. Na Campylobacter, a resistência disseminou-se a ponto de a ciprofloxacina já não ser recomendada para tratamento humano.
As bactérias também resistem a ampicilina, tetraciclinas e sulfonamidas, o que reduz opções terapêuticas. Piotr Kramarz, cientista-chefe do ECDC, sublinha a ligação entre saúde humana, animal e alimentação na resistência.
Abordagem One Health
As autoridades destacam a necessidade de uma estratégia One Health, que integre saúde humana, saúde animal e produção alimentar para preservar a eficácia dos antimicrobianos.
Os perfis de resistência variam entre países, animais, alimentos e antibióticos, refletindo práticas de uso de medicamentos e de higiene alimentar. A monitorização reforça a importância de intervenções coordenadas.
Doenças de origem alimentar na UE
Em 2024, a UE registou 168 396 infeções humanas por Campylobacter e 79 703 por Salmonella, com tendência de aumento desde 2020. Os surtos associaram-se a ovos, produtos de origem animal e também a leguminosas impregnadas em casos isolados.
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