- Milhares de pessoas reuniram-se em Ivrea, no norte de Itália, para o Carnaval da Batalha das Laranjas, um evento de três dias.
- Toneladas de laranjas são arremessadas ao longo dos confrontos, com especial incidência no último dia, pelos combatentes conhecidos como Aranceri.
- A origem da batalha remonta a cerca de doze centenas, numa revolta contra um barão tirânico que acabou deposto e deu origem a um município livre.
- Segundo a lenda, a rebelião foi liderada por Violetta, filha de um moleiro, prometida a Toniotto, cuja recusa de cumprir uma lei feudal desencadeou o conflito.
- Na versão moderna, o “exército do barão” desfila em carroças puxadas a cavalos, enquanto o povo, dividido em nove equipas, se enfrenta com as laranjas.
Milhares de pessoas reuniram-se em Ivrea, no norte de Itália, para o Carnaval da Batalha das Laranjas, uma tradição de três dias que envolve confronto com toneladas de citrinos. A grande festa acontece na cidade como parte das celebrações anuais do Carnaval.
A atividade central ocorre no último dia do evento, quando dezenas de milhares de participantes, conhecidos como Aranceri ou Laranjeiros, participam na batalha que substitui armas por laranjas. O objetivo é marcar a passagem de sombrios episódios históricos para uma competição culinária.
Segundo a narrativa histórica associada, a origem remonta a cerca de 1200, em reação a um barão tirânico. A revolta levou à depuração do poder feudal, à destruição de um castelo e à criação de um município livre.
Na prática contemporânea, o exército do barão surge em carroças puxadas por cavalos, percorrendo a cidade. O povo está dividido em nove equipas, que lançam laranjas entre si, num confronto que mistura folia e tradição.
A celebração recorre à tradição oral para explicar o enredo, com a figura de Violetta, filha de um moleiro, associada à resistência contra a lei feudal que favorecia o barão. A história é recontada de forma cenográfica durante o evento.
O Carnaval atrai visitantes de várias regiões, contribuindo para a economia local, com participação de residentes e turistas. Os organizadores destacam que a atividade é recreativa e simboliza a libertação popular.
As autoridades reforçam medidas de segurança para o espetáculo público, mantêm vigilância em zonas de grande afluência e promovem instruções aos participantes sobre o uso responsável de citrinos.
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