- Leiria estima prejuízos provocados pela depressão Kristin em 792,8 milhões de euros até hoje, sem contabilizar infraestruturas municipais, do Estado e floresta.
- Na fase humanitária, emergência e operacional já foram gastos 13,3 milhões de euros, com 25,3 milhões de euros de prejuízos em habitações privadas; os danos totais são superiores a estes valores.
- As empresas sofreram danos superiores a 200 milhões de euros, e a quebra de atividade económica está prevista em 70,7 milhões de euros; o PIB do concelho é cerca de 2,1 mil milhões de euros por ano.
- Na primeira semana da depressão, a atividade económica esteve 100% parada; na segunda ficou em 50% e, na terceira, 25%, com recuperação lenta prevista.
- A floresta sofreu danos incalculáveis, estimando-se a perda de cerca de cinco milhões de árvores e um valor potencial de até 500 milhões de euros; há ainda prejuízos em património municipal por apurar.
O Município de Leiria estima prejuízos causados pela depressão Kristin em 792,8 milhões de euros até hoje. Os valores abrangem fases humanitária, de emergência e operacional, sem contabilizar infraestruturas municipais e do Estado nem na floresta.
Na área habitacional, os prejuízos já apurados chegam a 25,3 milhões de euros, com candidaturas submetidas à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. As perdas totalizam já mais de 792,8 milhões de euros, segundo o presidente da Câmara.
As empresas locais registam danos superiores a 200 milhões de euros, com estimativa de quebra de atividade económica de 70,7 milhões. O PIB do concelho é de cerca de 2,1 mil milhões de euros por ano.
Na avaliação, Gonçalo Lopes destacou que, na primeira semana, toda a atividade económica parou. Na segunda semana ficou em 50% e na terceira cerca de 25%, com perspetivas de manutenção desse patamar ou recuperação lenta.
A Câmara aponta ainda 26,2 milhões de euros em prejuízos na área associativa, ambiental, património religioso e cultural e instituições de solidariedade social. Estão por apurar prejuízos em veículos particulares.
Impacto económico e perspetivas
A depressão provocou estragos significativos na circulação de pessoas e na atividade comercial, com impacto direto no tráfego rodoviário e na operação de serviços públicos. O município estima custos adicionais com bens móveis e serviços.
Relativamente à floresta, o autarca mencionou danos incalculáveis. Calcula-se a perda de cerca de cinco milhões de árvores, com a avaliação a alcançar valores acima de 500 milhões de euros, caso seja aprovada.
A atividade empresarial ligada à madeira e à carpintaria também deverá ressentir-se, devido aos danos no ecossistema florestal e à quebra de fornecimentos. O município planeia ações de replantação e recuperação ambiental.
Além disso, estão em conta prejuízos no património municipal, incluindo edifícios, escolas e pavilhões desportivos. O orçamento para reposição de sinalética e semáforos ronda os 900 mil euros.
Plano de rearborização e futuras ações
O município já está a avançar com um plano de rearborização do concelho. Um especialista indeferiu o estudo inicial e será o maior desafio de arquitetura paisagística de Portugal nos últimos anos.
O projeto envolverá participação de alunos e docentes da Universidade do Porto, prometendo colaboração entre entidades públicas e o meio académico para a recuperação ambiental.
Por fim, os prejuízos estimados incluem também o património do Estado, com impactos em tribunais, Segurança Social, prisões, quartéis e bombeiros, que serão avaliados nos próximos dias.
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