- O GEOTA pediu hoje a execução rápida do Contrato Climático de Lisboa 2030 e o reforço das medidas de transição energética, afirmando que o tempo de planeamento terminou.
- O parecer reconhece o diagnóstico sólido e cerca de 150 medidas, mas sublinha a necessidade de implementação urgente, financiamento adequado e monitorização rigorosa.
- O vice-presidente Miguel Macias Sequeira disse que Lisboa tem condições para liderar a transição energética urbana, mas é urgente aumentar a eficiência energética dos edifícios e democratizar o acesso à energia renovável, atendendo também à pobreza energética.
- Entre as recomendações, destacam-se: criação de Fundos Climáticos para apoios às famílias, expansão da rede Espaços Energia a todas as freguesias, autoconsumo coletivo de energia solar nos bairros municipais e apoio técnico/jurídico/financeiro a comunidades de energia renovável.
- O Contrato Climático de Lisboa 2030 está em consulta pública desde janeiro; Lisboa, Guimarães e Porto integram a lista de 100 cidades selecionadas pela Comissão Europeia para a Missão Europeia de neutralidade climática até 2030, com o objetivo de reduzir emissões em 80% até 2030 em relação a 2002.
O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) pediu nesta quarta-feira a execução rápida do Contrato Climático de Lisboa 2030 e o reforço das medidas de transição energética, afirmando que o tempo de planeamento terminou.
O GEOTA reconhece o diagnóstico sólido e o plano de ação com cerca de 150 medidas, mas sublinha que o desafio é a execução imediata e o reforço das ações de transição energética.
O vice-presidente Miguel Macias Sequeira disse que Lisboa tem potencial para liderar a transição urbana, mas é urgente aumentar a eficiência energética dos edifícios e democratizar a energia renovável para combater a pobreza energética.
Prioridades na área energética
O grupo aponta que o prazo de quatro anos exige prioridades claras, financiamento adequado e monitorização rigorosa, destacando a energia como área-chave para o sucesso do contrato. A adoção de energia solar em Lisboa está abaixo do potencial, travada por barreiras administrativas, financeiras e de informação.
Entre as recomendações estão um programa municipal de Fundos Climáticos para apoios às famílias, expansão da rede Espaços Energia e autoconsumo coletivo de energia solar nos bairros municipais.
O GEOTA também sugere apoio técnico, jurídico e financeiro às comunidades de energia renovável e auditorias energéticas para microempresas, que representam mais de 90% do tecido empresarial.
Outros aspetos do parecer
Além da energia, o parecer aborda mobilidade sustentável, economia circular, estrutura verde, adaptação climática e governação, com o objetivo de reduzir emissões de gases com efeito de estufa em 80% face a 2002 e alcançar neutralidade até 2030.
Lisboa faz parte, com Guimarães e Porto, da lista de 100 cidades selecionadas pela Comissão Europeia para a Missão “Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes até 2030”.
O Contrato Climático de Lisboa 2030 está em consulta pública desde janeiro e tem estado ativo desde março de 2024, visando preparar a cidade para eventos climáticos extremos.
Entre na conversa da comunidade