- Desde o final da década de setenta e cinco, a Itália perdeu mais de 200 quilómetros quadrados de glaciares, segundo glaciólogos italianos.
- Esquiadores de renome, como Lindsey Vonn, Mikaela Shiffrin e Federica Brignone, alertam para o rápido derretimento dos glaciares durante os Jogos Olímpicos em Cortina d’Ampezzo.
- Os glaciares nos Dolomitas recuam, e o glaciar Marmolada sofreu um grande desmoronamento em julho de dois mil e vinte e dois; o gelo sobe cada vez mais em altitude.
- O Goodbye Glaciers Project prevê que quase desapareçam até dois mil e trinta e quatro se o aquecimento global atingir dois coma sete graus; limitar a um coma cinco pode preservar cerca de cem glaciares nos Alpes e atrasar esse desaparecimento.
- Globalmente, perderam-se mais de 6,5 biliões de toneladas de gelo desde dois mil, com atletas ressaltando que as alterações climáticas afetam o desporto e requerem ações rápidas.
Desde Cortina d’Ampezzo, Itália, atletas de elite pedem atenção ao recuo dos glaciares. O derretimento global afeta a prática de esportes de neve, incluindo o esqui olímpico, com impactos visíveis nos glaciares que rodeiam os Dolomitas.
Esquiadores de renome, entre eles Lindsey Vonn, Mikaela Shiffrin e Federica Brignone, destacaram a gravidade da situação durante a atual edição dos Jogos. O cenário de Cortina, já marcado pela diminuição de grandes massas de gelo, torna-se um palco para debates sobre mudanças climáticas.
O desfecho é preocupante para o desporto: glaciares de alto altitude encolhem, apresentando condutas de derretimento acelerado nas últimas décadas. O Novo Inventário de Glaciares Italianos aponta perdas significativas desde 1959-1962, com redução de volume e área.
Entre os picos que cercam Cortina, glaciares como Cristallo e Sorapiss resistem, mas já não cumprem critérios de volume em alguns casos. Estudos indicam que muitos glaciares da região perderam grande parte do gelo ao longo de 25 anos.
A Marmolada, a cerca de 50 quilómetros de Cortina, é citada como um dos maiores glaciais dos Dolomitas e já foi palco de um desprendimento de gelo em 2022, que gerou uma avalanche de detritos. Três observam que a região está sob pressão climática crescente.
Especialistas destacam o efeito amplificado da temperatura global no esqui, com consequências para a qualidade da neve e para a organização de eventos de inverno ao longo do tempo. A evolução dos glaciares aumenta a complexidade de treinos e competições.
A Universidade de Innsbruck criou o Goodbye Glaciers Project, que quantifica a perda de massa de gelo com base em diferentes cenários de aquecimento. Segundo o projeto, reduzir emissões agora pode retardar perdas futuras.
Estudos indicam que, a nível mundial, mais de 6,5 mil milhões de toneladas de gelo foram perdidos desde 2000. O impacto é sentido nas comunidades, nos recursos hídricos e na viabilidade de futuras edições de Jogos de Inverno.
Entre os atletas, outros nomes do olimpismo reiteram preocupações. Noa Szollos (Israel) e Silja Koskinen (Finlândia) indicam dificuldades crescentes para treinar em glaciares que já apresentam fendas e água na superfície. River Radamus ( EUA) defende o papel dos atletas na defesa ambiental.
O panorama global sugere que o número de locais aptos para organizar Jogos de Inverno poderá diminuir nos próximos anos, caso não haja avanços significativos em políticas climáticas e patrocínios mais responsáveis.
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