- Na Europa, a mortalidade por cancro está estimada em 1,23 milhões de pessoas por ano.
- Os novos casos na Europa devem aumentar mais de 20% nas próximas duas décadas.
- Apesar do aumento de casos, prevê-se que a sobrevivência com qualidade de vida aumente.
- A mortalidade global, e na Europa, tem vindo a reduzir-se, mesmo com envelhecimento populacional.
- O Código Europeu Contra o Cancro apresenta catorze recomendações de prevenção (ex.: não fumar, manter peso saudável, alimentação equilibrada, evitar álcool, proteção solar, reduzir exposição a carcinogénios no trabalho e à poluição, vacinação contra hepatite B e HPV, rastreios de cancro colorretal, mama e colo do útero) e alerta para a participação ativa de associações de doentes nas decisões institucionais.
O cancro permanece como uma prioridade de saúde pública na Europa, com mortalidade estimada em 1,23 milhões de pessoas por ano na região. A prevalência deve aumentar, prevendo-se um crescimento superior a 20% de novos casos nas próximas duas décadas.
Apesar do aumento de casos, as perspetivas de sobrevivência com qualidade de vida tendem a melhorar. Mudanças de longo prazo na saúde pública podem transformar números absolutos de mortes, mesmo com envelhecimento populacional.
Impulsionar a prevenção é fundamental. Um novo Código Europeu Contra o Cancro apresenta 14 recomendações práticas para reduzir o risco, desde não fumar até a vacinação contra hepatite B e HPV.
Código Europeu Contra o Cancro
As diretrizes destacam: evitar tabaco e exposições nocivas, manter peso estável, atividade física regular, alimentação equilibrada e restrição de álcool; proteção solar adequada; reduzir exposição a agentes cancerígenos no trabalho e poluição.
Também recomenda participar em rastreios organizados para cancros colorretal, de mama e do colo do útero; cumprir esquemas de vacinação relevantes e incentivar políticas públicas que apoiem mudanças no quotidiano das pessoas.
Envolvimento de instituições e sociedade
É essencial que associações de doentes integrem comissões institucionais, não apenas como presença simbólica, mas como parte ativa na tomada de decisões em saúde oncológica. O diálogo entre comunidade, doentes e profissionais é determinante.
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