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Violência no namoro na adolescência: quando o afeto se transforma em risco

Estudo de 2025 aponta que dois em cada três jovens já sofreram violência no namoro; 75% não reconhecem comportamentos abusivos

Violência é um crime, não é um 'drama de adolescente'
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  • Um estudo nacional de 2025, desenvolvido pela ART’THEMIS+, com mais de seis mil e quinhentos jovens, mostra que dois em três já foram vítimas de violência no namoro.
  • Setenta e cinco por cento dos participantes não reconhecem pelo menos um comportamento abusivo como violência, o que indica subreconhecimento entre vítimas e agressores.
  • A violência no namoro costuma iniciar-se com controlo, humilhações e chantagem emocional, bem como abusos que ocorrem no bolso e nas redes sociais.
  • A prevenção começa na infância e passa por evitar a cultura do segredo, promovendo espaços de escuta aberta em casa, na escola e na comunidade.
  • A violência é crime e um problema de saúde pública; é essencial que a sociedade, famílias, docentes e cuidadores criem ambientes de respeito para interromper ciclos de abuso.

A violência no namoro começa muitas vezes com controlo, humilhações e chantagem emocional, não com um empurrão. Este é o retrato de risco que surge de forma gradual entre adolescentes, segundo um estudo nacional de 2025.

O estudo, conduzido pela ART’THEMIS+, envolveu mais de 6.500 jovens. Os dados indicam que dois em cada três já foram vítimas de violência no namoro. Ainda assim, 75% não reconhecem pelo menos um comportamento abusivo como tal.

A investigação alerta para o facto de muitos não reconhecerem a violência, o que perpetua o ciclo. A prevenção começa na infância, quando se molda a ideia de amor e confiança nas relações.

A reportagem aponta que a cultura de justificar o controlo como ciúmes e o estigma da vítima dificultam a denúncia. Famílias, escolas e profissionais da saúde têm papel-chave na escuta aberta.

Prevenção na prática

A educação afectiva desde a infância é citada como fundamental para promover relações respeitosas. O diálogo, o respeito mútuo e a recusa de silêncios tóxicos aparecem como pilares de prevenção.

Espaços de apoio

O texto sublinha a importância de portas abertas para falar sem medo. Casas, escolas e consultórios devem oferecer espaços de escuta acessíveis e sem julgamentos.

Violência no namoro é um fenómeno de saúde pública e justiça. O objetivo é informar, sem sensacionalismo, para que haja detecção precoce e interrupção de padrões abusivos.

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