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65% dos rapazes não veem proibir roupas ou conversas como violência no namoro

65% dos rapazes não classificam controlo como violência no namoro, enquanto dois terços dos jovens relatam ter sofrido algum tipo de violência.

São os rapazes que legitimam, em maior percentagem, todas as formas de violência analisadas neste estudo
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  • Dois terços dos jovens inquiridos afirmaram ter sofrido uma forma de violência no namoro, segundo o estudo da UMAR.
  • A amostra incluiu oito mil e oitenta jovens com idades entre doze e vinte e um anos.
  • Comportamentos normalizados incluem insultar durante uma discussão, proibir o uso de uma peça de roupa e pressionar para beijar.
  • Os rapazes distinguem menos estas atitudes como violência, mas também relatam ser vítimas de comportamentos de controlo.
  • O relatório, divulgado nesta sexta-feira, analisa a violência no namoro e a sua perceção entre os jovens.

O estudo anual da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) sobre violência no namoro revelou que dois terços dos jovens entrevistados já sofreram algum tipo de violência neste contexto.

Entre os comportamentos identificados, destacam-se insultos durante discussões, proibição do uso de certas peças de roupa e pressão para beijar. Estas ações são consideradas normalizadas pelos jovens onde vivem.

O inquérito, realizado junto de 8080 jovens entre os 12 e os 21 anos, aponta que as atitudes de controlo — como impedir com quem podem falar — são também amplamente aceites e repetidas.

O que mudou no reconhecimento da violência

A pesquisa indica que a violência física é mais reconhecida, mas o controlo e a violência psicológica continuam sobretudo normalizados entre os jovens.

Perspetivas entre rapazes

Os rapazes tendem a identificar menos determinadas atitudes como violência, embora também relatem situações de controlo no relacionamento.

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