- A pastelaria antiga era orientada por medidas vagas e instruções abertas, diferente da precisão atual da cozinha moderna.
- O livro Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros, de 1788, é citado como exemplo dessa época de leitura “em outra língua”.
- Francisco Siopa, chef pasteleiro executivo do Penha Longa Resort, em Sintra, recriou algumas receitas desse livro fundador da doçaria portuguesa.
- A reedição faz parte da coleção Os Livros de Culto da Cozinha Portuguesa, publicada pelo PÚBLICO em parceria com a editora A Bela e o Monstro, e apresenta o quarto volume.
- O texto também enfatiza a importância dos leitores na vida democrática e cívica do jornal.
Recentemente, o chef pasteleiro Francisco Siopa aceitou recriar algumas receitas do livro Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros, de 1788. O cenário foi a pastelaria do Penha Longa Resort, em Sintra, numa leitura prática de um tratado antigo da doçaria.
O volume, considerado fundador da doçaria portuguesa, revela uma linguagem e medidas próprias de outra época. Siopa procurou traduzir esse saber numa prática atual, mantendo o espírito de precisão que hoje já caracteriza a confeção artesanal.
A reedição deste livro, agora em português moderno, é editada pelo PÚBLICO em parceria com a editora A Bela e o Monstro. Trata-se do quarto volume da colecção Os Livros de Culto da Cozinha Portuguesa, lançada para preservar e divulgar receitas históricas.
Contexto editorial
A publicação pretende aproximar leitores de uma herança culinária mais ampla, revelando técnicas antigas e a evolução da pastelaria em Portugal. O projeto envolve curadores, chefs e historiadores para contextualizar cada receita.
A obra mantém a função educativa do jornal, ao combinar pesquisa histórica com demonstrações práticas, destacando o papel da preservação do património gastronómico nacional.
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