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Mondego leva mais terra: erosão ameaça as margens portuguesas

Mondego carrega resíduos de fitofármacos, ameaçando águas e solos ribeirinhos; proteger rios tornou-se responsabilidade coletiva urgente

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  • O Mondego transporta resíduos de fitofármacos dos campos agrícolas, cobrindo rio, solos e comunidades ribeirinhas.
  • As regras de proteção envolvem zonas tampão dadas pela DGAV e pela APA, com distâncias de proteção que variam entre 5 e 20 metros junto a linhas de água, podendo ir até 50 metros para substâncias muito tóxicas.
  • Em valas de drenagem, a zona tampão fica entre 5 e 10 metros; junto a captações de água para consumo humano ou rega, varia entre 10 e 100 metros, conforme o risco do produto.
  • Não se aplica fitofarmacêuticos quando há previsão de chuva forte ou solos saturados, especialmente durante o inverno no Baixo Mondego, por risco de arrastamento para o rio.
  • Em Portugal, cerca de 12% das águas superficiais apresentam excesso de substâncias químicas, com os grandes rios atingindo até 33%, evidenciando impactos ambientais persistentes mesmo com as regras atuais.

O Mondego transporta, além de sedimentos, resíduos de fitofármacos provenientes das áreas agrícolas. Chegou a água castanha às margens, levando ainda contaminantes que afetam solos, rios e comunidades ribeirinhas. A proteção dessas áreas é apresentada como uma responsabilidade coletiva urgente.

Chegas de cheias recentes ampliaram prejuízos financeiros e humanos. Habitações, produção agrícola e empresas foram afetadas pela força das águas. Além disso, surgem impactos na saúde pública com água pluviais misturada com esgoto. O meio ambiente acompanha o rasto.

Na região do Baixo Mondego, as regras de aplicação de pesticidas são rigorosas. Zonas tampão impedem a pulverização junto a águas superficiais, com distâncias que variam conforme o produto. Em valas agrícolas, a faixa vai de cinco a dez metros; perto de captações alcança até 100 metros.

Contexto regulatório

As regras portuguesas são definidas pela DGAV e pela APA. Em áreas de captação de água para consumo humano, as distâncias aumentam conforme o risco, visando reduzir arrastos para o estuário. Análises apontam que, mesmo assim, nem todas as áreas ficam protegidas.

Dados nacionais indicam que cerca de 12% das águas superficiais apresentam excesso de substâncias químicas, entre as quais fitofarmacêuticos. Os grandes rios são os mais afetados, com índices que chegam a 33%, revelando o desafio estrutural na gestão da água.

Impacto ambiental e humano

Os impactos vão além da visível descoloração da água. O transporte de resíduos agrícolas envolve culturas diversas, desde arrozais até hortícolas e pastagens. As populações ribeirinhas enfrentam riscos associados à qualidade da água para consumo e uso diário.

Observa-se que, para o Baixo Mondego e a zona costeira da Figueira da Foz, as regras não bastam para evitar contaminações. A necessidade de medidas adicionais, vigilância contínua e maior transparência na gestão de agroquímicos é reiterada pelos especialistas.

Este cenário reforça que proteger rios, solos e pessoas não é apenas prudência, mas uma obrigação coletiva. A cooperação entre agricultores, autoridades e comunidades locais é indispensável para reduzir impactos e preservar o ecossistema do Mondego.

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