- A Galeria Duarte Sequeira, em Braga, encerrou temporariamente os espaços expositivos devido a infiltrações.
- Em Lisboa, a Galeria Vera Cortês e a de Miguel Nabinho sofreram infiltrações, com a primeira a ter fissuras no teto e água a entrar.
- A Exhibitio — Associação Lusa de Galeristas aponta que muitos ateliers de artistas foram inundados ou danificados, com obras em preparação destruídas em alguns casos.
- Algumas galerias tiveram de fechar ou desmontar exposições, embora as obras se mantenham em geral protegidas e as galerias assegurem condições para continuar a operar.
- Nas últimas duas semanas, mais de cento e vinte museus e monumentos sofreram danos; entre eles destacam-se equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e património classificado, incluindo o Convento de Cristo, em Tomar, com danos graves.
Duas semanas de mau tempo provocaram danos a obras de arte e interrupções em galerias em Portugal, com casos reportados em Lisboa e Braga. A situação afeta tanto ateliês de artistas como espaços expositivos, segundo um balanço preliminar da Exhibitio – Associação Lusa de Galeristas, liderada pela presidente Vera Cortês.
A galeria Duarte Sequeira, em Braga, encerrou temporariamente o espaço expositivo principal devido a infiltrações, com a avaliação dos danos ainda em curso. Em Lisboa, os casos incidiam sobre a Galeria Vera Cortês, no Alvalade, e a galeria de Miguel Nabinho, no Campo de Ourique, que registaram infiltrações significativas. As obras, contudo, não sofrem danos até ao momento, segundo a responsável.
Apesar de o conjunto das galerias se manter relativamente protegido, os impactos chegam aos artistas que trabalham em ateliês, onde a água caiu do teto ou houve inundações locais. O grupo de galerias representado pela Exhibitio agrega 34 espaços em continente e ilhas, com várias estruturas a enfrentar infiltrações.
Impacto nas galerias e medidas em curso
A presidente da Exhibitio aponta que algumas galerias já tiveram de fechar pontos de exposição temporariamente ou desmontar mostras. O foco passa pela contenção de danos e pela proteção das obras que estiverem em preparação. A associação está a apoiar casos de artistas com ateliês mais vulneráveis para minimizar prejuízos.
As autoridades culturais indicaram que, no conjunto do país, mais de 120 museus e monumentos sofreram danos nas últimas duas semanas. Entre os casos graves estão o Convento de Cristo, em Tomar, e vários museus em Leiria, Coimbra, Mação, Santarém e Leiria, com prejuízos significativos.
Observa-se ainda que o mau tempo afeta também o património classificado, com danos graves em locais como a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, e na capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria. Em geral, a avaliação de danos está em curso, com operações a decorrer para estabilizar estruturas e salvaguardar bens culturais.
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