- 68,2% dos alunos participantes no estudo não consideram violência no namoro como tal, sendo o controlo o comportamento mais legitimado (53,4%).
- Entre os 15 comportamentos analisados, a perseguição (presencial e digital) é legitimada por 40,9%, seguida da violência psicológica (27,6%), violência através das redes sociais (18,1%), violência sexual (15,1%) e violência física (5,9%).
- A média de idades dos participantes é de 15 anos.
- O estudo foi apresentado no Porto pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.
- Entre os alunos em relação de namoro (5.356), 66,7% relataram ter experienciado pelo menos um indicador de vitimação; o controlo (46,9%) e a violência psicológica (40,7%) foram os mais referidos.
O estudo nacional sobre violência no namoro, apresentado esta sexta-feira no Porto, revela que 68,2% dos jovens inquiridos não consideram como violência alguns comportamentos abusivos, incluindo o controlo e a violência psicológica. Os dados distinguem perceções de vitimização entre estudantes com média de idade de 15 anos.
O inquérito aponta que o comportamento mais legitimado é o controlo, citado por 53,4% dos participantes. A perseguição, presencial e digital, fica em 40,9%. Seguem-se a violência psicológica com 27,6% e a violência através das redes sociais com 18,1%.
Entre os jovens que já tiveram uma relação de namoro, 66,7% reportaram ter experienciado pelo menos um indicador de vitimização. O controlo aparece em 46,9% e a violência psicológica em 40,7%, destacando-se como os fenómenos mais referidos.
Os indicadores de vitimização referem-se à autoidentificação de comportamentos reportados nas relações de namoro. A lista inclui controlo, violência psicológica, perseguição, violência sexual, violência via redes sociais e violência física.
Entre na conversa da comunidade