- No dia 24 de janeiro, a polícia encontrou o corpo decapitado de Durdona Khakimova, 37 anos, envolto num lençol e abandonado numa lixeira em Sisli; as pernas estavam cortadas.
- Dois homens uzbeques foram detidos no aeroporto de Istambul, após análise das imagens de vigilância.
- Investigações indicam que eles podem ter morto Ergashalieva Sayyora, 32 anos, depois de encontrarem partes de corpos em várias lixeiras pela cidade.
- Sayyora chegou à Turquia a 28 de dezembro e, segundo a polícia, estava hospedada na casa onde Khakimova foi morta; havia relação com um dos suspeitos.
- Os suspeitos, acusados de assassinato, vão apresentar-se ao tribunal na sexta-feira; agências relatam indignação de grupos feministas e dados da ONG Stop Femicides indicam números elevados de violência contra mulheres na Turquia.
Duas mulheres foram desmembradas num caso que aterroriza Istambul. Os restos de Durdona Khakimova, 37 anos, foram encontrados a 24 de janeiro dentro de um lençol, numa lixeira em Sisli; as pernas estavam cortadas. A investigação aponta para um homicídio brutal.
A polícia identificou dois homens uzbeques como principais suspeitos. Os jovens tentavam deixar a Turquia no Aeroporto de Istambul quando foram detidos, com base em imagens de videovigilância usadas pela investigação.
Segundo as autoridades, as peças dispersas de Ergashalieva Sayyora, 32 anos, foram encontradas em várias lixeiras pela cidade. Sayyora chegou à Turquia a 28 de dezembro e mantinha contacto com a família até 23 de janeiro.
Detalhes do caso
Os investigadores indicam que Khakimova e Sayyora viveram com os suspeitos durante cerca de um mês e que Sayyora manteve uma relação com um deles. As imagens mostram Sayyora a entrar na casa a 23 de janeiro, seguida pelos dois homens, que saíram no dia seguinte com sacos de lixo.
De seguida, transportaram uma mala branca, apanharam um táxi até Fatih e esvaziaram o conteúdo em uma lixeira antes de seguir a pé para a estação Yenikapı. A polícia concluiu que Sayyora foi morta com instrumento afiado no mesmo dia.
Reação pública
Os dois suspeitos foram acusados de homicídio e devem apresentar-se em tribunal numa próxima sessão. O caso provocou manifestações de grupos feministas em Istambul e Ancara, exigindo justiça para as vítimas de violência de género.
Dados de ONG indicam que, em 2025, a Turquia registou 294 homicídios de mulheres cometidos por homens e 297 casos de mortes atribuídas a circunstâncias suspeitas.
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