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Supremo confirma 20 anos de prisão por homicídio com três tiros em Braga

STJ mantém condenação a 20 anos de prisão por homicídio qualificado agravado, após três disparos em Braga, rejeitando atenuante por lesão na medula

Manuel Lopes, de 65 anos, assassinou Maria Clara Magalhães na véspera do aniversário da vítima, em agosto de 2019
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  • O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação a 20 anos de prisão de um homem que, em agosto de 2019, matou a mulher com três disparos na casa do casal em Pedralva, Braga.
  • A defesa argumentou que a lesão cervical sofrida pelo arguido poderia atenuar a culpa, mas o STJ rejeitou a tese, considerando irrelevante para a revisão da decisão.
  • Os relatórios médicos indicam tetraplegia, mas o STJ note que essas informações são posteriores ao crime e não abalam os factos provados.
  • O tribunal lembra que o arguido é caçador desde os 20 anos e tem conhecimento do manuseamento de armas, afirmando que disparou a curta distância com potencial para causar a morte.
  • Os factos ocorreram a 23 de agosto, por volta das 21h00, após uma discussão; o arguido disparou três vezes na direção da mulher, tendo- a atingido no ombro, braço e garganta; após o crime entregou-se na GNR. Um filho do casal relatou episódios de violência ao longo de mais de 15 anos.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de 20 anos de prisão de um homem que matou a mulher com três tiros em Pedralva, Braga, em agosto de 2019. O processo não aceitou a tese de inexistência de intenção de matar, apesar de o arguido apresentar relatórios médicos de lesões cervicais.

Segundo o STJ, os relatórios apresentados são posteriores ao homicídio e não alteram os factos provados. O tribunal explicou que a condição neurológica atual do arguido não afecta a decisão já tomada no processo.

O arguido, caçador de longa data, conhecia bem o manuseamento de armas e sabia que três disparos a curta distância podem causar a morte. A defesa alegou que a lesão na medula cervical dificultava o controlo da arma, o que o STJ rejeitou.

Os factos ocorreram a 23 de agosto, por volta das 21h00, na residência do casal em Pedralva. O arguido disparou três vezes contra a vítima, atingindo-a no ombro, braço e garganta, provocando a morte.

Testemunhas indicaram no julgamento episódios de violência física e verbal ao longo de mais de 15 anos. Após o crime, o homem entregou-se às autoridades, dirigindo-se à GNR.

A decisão final mantém a pena de 20 anos de prisão por homicídio qualificado agravado, sem alterações na pena proposta no acórdão. A defesa pode recorrer dentro dos prazos legais.

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