- Investigações indicam que toda a vida na Terra partilha o último antepassado comum universal, há cerca de quatro mil milhões de anos.
- O estudo, liderado pelo Oberlin College, foi apresentado na revista Cell Genomics e envolve os investigadores Aaron Goldman, Greg Fournier e Betül Kaçar.
- Os parálogos universais são famílias de genes presentes em pelo menos duas cópias nos genomas de praticamente todos os seres vivos, sugerindo duplicações anteriores ao antepassado comum.
- Estes parálogos estão ligados à produção de proteínas e ao transporte de moléculas através das membranas, sugerindo duas das primeiras características da vida.
- Os autores recomendam estudos mais detalhados sobre os genes ancestrais e o uso de ferramentas baseadas em IA para aprofundar a compreensão da história remota da vida.
Toda a vida na Terra partilha um antepassado comum que viveu há cerca de quatro mil milhões de anos, segundo um estudo liderado pelo Oberlin College. A pesquisa, presentada na revista Cell Genomics, envolve investigadores dos EUA.
O trabalho descreve o que é conhecido como o último antepassado comum universal, o organismo mais antigo que pode ser estudado com métodos evolutivos atuais. Os autores analisam evidências fósseis e genómicas para sustentar a ideia.
Parálogos universais fortalecem a hipótese de um antepassado comum. Trata-se de famílias de genes com múltiplos membros presentes em quase todos os genomas atuais, remontando a duplicações anteriores ao último ancestral comum.
Parálogos surgem por duplicação de genes ao longo de milhões de anos, com cada cópia desenvolvendo funções distintas. A presença generalizada indica que a duplicação ocorreu antes do último ancestral comum universal.
No estudo, os investigadores descrevem a relevância desses elementos para entender a história primitiva da vida. A análise de todos os parálogos universais conhecidos aponta para genes ligados à produção de proteínas e ao transporte através das membranas celulares.
Essas funções sugerem que proteínas e transporte de moléculas foram características entre as primeiras etapas da evolução celular. Os autores destacam a necessidade de descrever com mais detalhe os genes ancestrais.
Parálogos universais: evidência da história antiga
Os autores destacam que a investigação de parálogos universais pode oferecer informações valiosas sobre linhas celulares primitivas, sobretudo com o avanço de técnicas de IA. O estudo reforça a importância de revisar o papel desses genes na evolução.
A equipa, formada por Aaron Goldman, Greg Fournier e Betül Kaçar, baseia-se em uma abordagem que cruza dados genómicos com modelos evolutivos. O artigo reforça que os parálogos universais podem ser alvos-chave de investigação futura.
A pesquisa sublinha ainda que as descobertas ajudam a compreender como surgiram características centrais da vida, como a membrana celular e o genoma de ADN, desde as primeiras formas de vida. O trabalho recomenda descrições mais detalhadas de genes ancestrais para aprofundar o conhecimento.
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