- O projeto-piloto de rastreio do cancro do estômago na Europa, com participação de Portugal, identificou lesões importantes ou neoplasias que exigiram tratamentos específicos em entre um a cinco por cento dos participantes.
- Em Portugal, a percentagem prevista pode ficar entre dois e cinco por cento, segundo o clínico envolvido.
- Os resultados são apresentados no contexto do Dia Mundial do Cancro, celebrado a 4 de fevereiro.
- Ao todo, foram avaliadas mil e quinhentos pessoas na Europa no âmbito do estudo TOGAS.
- O diretor do serviço de gastrenterologia do Instituto Português de Oncologia do Porto é o médico Mário Dinis Ribeiro.
O projeto-piloto europeu para rastreio do cancro do estômago, que conta com participação de Portugal, apresentou resultados provisórios. Entre os participantes, 1% revelou lesões importantes e pequenas neoplasias que exigiram tratamentos específicos.
O estudo faz parte do programa TOGAS e visa identificar precocemente alterações gástricas com potencial de malignidade. Os dados indicam que, numa amostra de cerca de 1500 pessoas rastreadas na Europa, houve detecção de lesões relevantes em cerca de 15 indivíduos.
Em Portugal, o clínico responsável, Mário Dinis Ribeiro, diretor do serviço de gastrenterologia do IPO do Porto, indica que a taxa pode situar-se entre 2% e 5% das pessoas rastreadas, dependendo da subpopulação analisada.
O piloto coincide com a comemoração do Dia Mundial do Cancro, a 4 de fevereiro, momento em que se reforçam medidas de prevenção e detecção precoce. Os resultados ainda são parciais e aguardam validação adicional no âmbito europeu.
Afinal, o objetivo é ampliar o rastreio para identificar precocemente alterações no estômago, esôfago e duodeno e, assim, orientar tratamentos mais rápidos e eficazes. O relatório completo deverá chegar nos próximos meses.
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