- Pelo menos 162 pessoas morreram na aldeia de Woro, no estado de Kwara, centro-oeste da Nigéria, num ataque de homens armados, segundo a Cruz Vermelha; a contagem inicial era de 67 mortos.
- A polícia local e o governador de Kwara confirmaram o ataque, com buscas por mais corpos ainda em curso.
- O ataque é descrito como um dos mais graves dos últimos meses no país, que enfrenta insegurança multissetorial com grupos criminosos e extremistas.
- As autoridades locais chegaram a impor um recolher obrigatório em zonas do estado e a encerrar escolas por semanas, tendo estas reaberto na segunda-feira.
- O governador AbdulRahman AbdulRazaq associou o ataque a frustrações de células terroristas face às campanhas antiterroristas em curso; o episódio ocorre num contexto de maior cooperação militar com os Estados Unidos para combater a violência.
O ataque ocorreu na aldeia de Woro, no estado de Kwara, centro-oeste da Nigéria, na terça-feira. Um grupo armado causou um grande número de vítimas, conforme anúncio inicial da Cruz Vermelha e confirmação da polícia local e do governador.
A Cruz Vermelha afirmou que o total de mortos subiu para 162, com buscas por novos corpos em curso. O balanço anterior, de 67 mortes, foi atualizado à medida que as informações chegaram.
Ação de segurança local apontou para medidas rigorosas, com recolher obrigatório em zonas do estado e encerramento temporário de escolas, que foram reabertas apenas recentemente.
Desdobramentos
Ao menos 35 cadáveres foram localizados já pela manhã, e há indícios de que mais corpos poderão ser encontrados na mata. Oficiais também indicaram que lojas e o palácio da aldeia foram incendiados durante o ataque.
O governador AbdulRahman AbdulRazaq descreveu o ataque como uma expressão da frustração de células terroristas diante das campanhas anti-terroristas em curso no estado.
O episódio ocorre em meio a ações do Exército para neutralizar redes de criminosos, com relatos de operações recentes no estado de Kwara e regiões vizinhas contra grupos armados.
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