- Itália detetou e impediu uma série de ciberataques russos contra locais ligados aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, incluindo o site do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Washington e hotéis na região de Cortina d’Ampezzo.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que os ataques vieram de hackers russos e que a operação foi possível graças ao trabalho da nova direção-geral de segurança do ministério.
- Os ataques foram antecipados e a cibersegurança foi destacada como fundamental para a proteção dos eventos, que decorrem de 6 a 22 de fevereiro.
- A Rússia participa com 13 atletas sob bandeira neutra, decisão do Comité Olímpico Internacional devido à invasão da Ucrânia.
- Em Itália, o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, reiterou que três agentes do ICE irão apoiar a segurança dos Jogos, destacando que não atuarão no território nacional nem na ordem pública.
A Itália detetou e bloqueou uma série de ciberataques atribuídos a hackers russos contra locais ligados aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. A revelação foi feita hoje pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, em Washington, em vésperas do início do evento.
Tajani explicou que os ataques atingiram vários sites do Ministério dos Negócios Estrangeiros, incluindo o de Washington, bem como instalações associadas aos Jogos, nomeadamente hotéis na região de Cortina d’Ampezzo. A operação foi considerada bem-sucedida pela nova direção-geral de segurança do ministério.
O ministro destacou que a ação contou com o planeamento da nova direção-geral de segurança e que isso permitiu antecipar as ameaças. Tajani acrescentou que a cibersegurança é fundamental e que a segurança dos Jogos foi assegurada sem registar incidentes graves até ao momento.
Controvérsia ICE na Itália
No mesmo dia, o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, esclareceu à Câmara dos Deputados a presença de três agentes do ICE, de origem norte-americana, em Milão na missão de apoio aos Jogos. Tajani descreveu o caso como uma polémica local sem ligação operacional à polícia italiana.
Segundo Tajani, os três funcionários do ICE vão colaborar com o consulado norte-americano em Milão para apoiar a segurança dos Jogos. Não estão envolvidos em operações de ordem pública no território italiano, segundo o ministro.
A presença do ICE gerou petições e contestação pública em Itália, após a revelação de que agentes participaram em operações associadas a Minneapolis. Piantedosi reiterou que o ICE não atua na segurança interna italiana e classificou a controvérsia como infundada.
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