- Um estudo arqueológico em As Torres – Taborda, Galiza, revelou que o forte ligado à Guerra da Restauração entre Portugal e Espanha teve ocupações contínuas desde a época romana até à Idade Moderna.
- Foram identificadas uma mina romana reutilizada e vestígios de uma possível torre ou atalaia da Baixa Idade Média, confirmados por cerâmicas medievais reaproveitadas nas construções.
- Vestígios metálicos sugerem uma reocupação militar no século XVII, acompanhados pela descoberta de uma segunda elevação fortificada ligada à principal.
- Os arqueólogos indicam que As Torres funcionava como um sistema defensivo integrado, com a elevação adicional possivelmente ligada a estruturas anteriores.
- O projeto Fortalezas da Fronteira envolve a Universidade do Minho (UMinho), a Universidade de Santiago de Compostela, laboratórios e entidades locais, com apoio financeiro da Xunta de Galicia e outras entidades.
O forte da Guerra da Restauração em As Torres – Taborda, na Galiza, revelou ocupações contínuas desde a época romana até à Idade Moderna. O achado aponta para um complexo defensivo ligado ao conflito entre Portugal e Espanha. As escavações decorrem no âmbito do projeto Fortalezas da Fronteira.
A investigação indica que o conjunto incluía uma mina romana reutilizada e vestígios de uma possível torre ou atalaia da Baixa Idade Média, corroborados por cerâmicas medievais reaproveitadas. Vestígios metálicos sugerem reocupação militar no século XVII.
Foi identificada ainda uma segunda elevação fortificada ligada à principal, sugerindo funcionamento como sistema defensivo integrado. Os arqueólogos pretendem clarificar a função militar da fortificação ao longo do tempo.
“Partimos da hipótese de estrutura militar associada às posições castelhanas em 1666, para controlar a passagem para Val do Rosal e Tui”, diz Rebeca Blanco-Rotea. Agora, aponta-se uma torre baixo-medieval anterior.
O estudo envolve a Unidade de Arqueologia e o Lab2PT da UMinho, com o grupo Novos Medios da Universidade de Santiago de Compostela. O financiamento é da Xunta de Galicia, com apoio da Direção-Geral da Juventude e voluntários.
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