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Tempestade de poeira invulgar em Marte provoca perda de água

Tempestade de poeira invulgar em Marte empurrou vapor de água para as camadas superiores, sugerindo um mecanismo de perda de água ao longo de milénios

Superfície de Marte
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  • Um estudo internacional mostrou que uma tempestade de poeira invulgar, intensa e localizada impulsionou a perda de água em Marte, elevando vapor de água na atmosfera durante o verão do hemisfério norte.
  • A investigação, liderada pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) e pela Universidade de Tóquio, sugere que este fenómeno não era considerado relevante anteriormente.
  • O vapor de água atingiu altitudes de 60 a 80 quilómetros, especialmente nas altas latitudes do hemisfério norte.
  • As medições indicam que, ao longo de milhares de milhões de anos, Marte perdeu uma enorme quantidade de água, suficiente para cobrir grande parte da superfície com centenas de metros de água.
  • O estudo situa as observações no ano marciano 37, correspondente ao período terrestre 2021-2023, lembrando que os anos marcianos começaram em 1955 para referência.

O estudo, coordenado pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) e pela Universidade de Tóquio, mostra pela primeira vez que uma tempestade de poeira invulgar, intensa mas local, esteve na origem de parte da perda de água em Marte. O fenómeno ocorreu durante o verão do hemisfério norte, no ano marciano 37, que corresponde entre 2021 e 2023 no calendário terrestre.

A investigação explica que a tempestade elevou vapor de água até às camadas superiores da atmosfera marciana, atingindo altitudes entre 60 e 80 quilómetros. Este deslocamento de água para o espaço ocorreu em regiões de altas latitudes do norte, onde o fenómeno foi mais intenso.

A observação detalha também que Marte, hoje visto como desértico, já teve, no passado, riachos, minerais alterados pela água e canais que indicam uma história mais húmida e dinâmica. A pesquisa reforça a ideia de que o planeta perdeu grande parte da água ao longo de milhares de milhões de anos.

Os investigadores sublinham que medir o hidrogénio que escapa para o espaço ajuda a quantificar a perda de água. O hidrogénio é libertado quando a água se decompõe na atmosfera, sinal de processos climáticos marcianos complexos.

Os resultados acrescentam uma peça crucial ao puzzle sobre a evolução climática de Marte. Entender este mecanismo ajuda a explicar como o planeta, ao longo do tempo, reduziu a sua água disponível, deixando a superfície mais árida.

A equipa ressalva que reconstruir a história de Marte exige dados adicionais, mas a tempestade de poeira simulada oferece uma explicação plausível para a injeção súbita de vapor na atmosfera superior durante o Verão marciano.

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