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Rio Alviela é alvo de ataques ambientais diários

Descargas poluentes diárias atacam o Alviela, com espuma castanha e odor, alegadamente de origem animal e química, e resposta do SEPNA criticada

Rio Alviela
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  • Moradores de Pernes, Santarém, acordaram a 3 de fevereiro com cheiro nauseabundo e o Alviela com espuma castanha a jusante, rumo à foz em Vale de Figueira.
  • O rio tem recebido descargas poluentes diárias desde a semana passada, coincidentes com as chuvas intensas provocadas pela depressão que afeta Portugal.
  • O vídeo de Edgar Pinto mostra que os dejetos são de origem animal, de uma das sete pecuárias e suiniculturas entre Pernes e Vaqueiros.
  • Além disso, há descargas químicas de curtumes ou da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena, segundo os moradores.
  • Os residentes queixam-se da atuação do Serviço Especial de Proteção da Natureza da GNR, que apenas recebe participações por telefone em horário de expediente e acaba por deslocar-se tarde aos locais.

O rio Alviela continua a ser alvo de descargas poluentes diárias, com impactos sentidos em Pernes, no concelho de Santarém. Moradores relatam odor desagradável e água com espuma castanha, sobretudo durante as chuvas intensas que se fazem sentir desde a semana passada. A situação voltou a manifestar-se na manhã de terça-feira, 3 de fevereiro.

Edgar Pinto, residente e ativista pela despoluição do Alviela, publicou um vídeo que mostra matéria detonada na água, com aparência acastanhada, sugerindo origem animal. A água segue em direcção à foz, para o Rio Tejo, em Vale de Figueira.

Stany Gonçalves, também morador, afirmou que cada aguaceiro mais intenso aumenta as descargas poluentes no leito. Nos últimos dias, há relatos de descargas químicas associadas à indústria dos curtumes e a potenciais descargas da ETAR de Alcanena.

Fontes e envolvimento

Os residentes destacam que uma das sete pecuárias e suiniculturas entre Pernes e Vaqueiros poderá estar na origem das descargas. O material aflorado na água levanta preocupações sobre contaminação ambiental e potabilidade local.

Reclamações e resposta institucional

Populares relataram queixas ao Serviço Especial de Proteção da Natureza (SEPNA) da GNR. Alegam que o atendimento só ocorre por telefone durante o horário de expediente, com deslocações ao local muitas vezes tardias. Não houve confirmação oficial sobre ações em curso.

A situação revela fragilidades na monitorização e na resposta a incidentes ambientais durante períodos de precipitação elevada. As autoridades não indicaram, até ao momento, medidas específicas para mitigar as descargas ou identificar culpados com rapidez.

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