- A OMS alerta que quase quarenta por cento dos cancros são preveníveis, ligados a fatores de risco evitáveis como tabaco e álcool.
- Em dois mil e vinte e dois, aproximadamente sete milhões e cento mil dos dezoito milhões e setecentos mil novos cancros diagnosticados em adultos foram atribuíveis a fatores de risco evitáveis.
- Dos 7,1 milhões de cancros ligados a causas evitáveis, 3,3 milhões estão associados ao tabaco, 2,2 milhões a infeções e 700 mil ao consumo de álcool.
- Os cancros do pulmão, estômago e colo do útero representam quase metade dos casos evitáveis.
- A OMS recomenda estratégias de prevenção específicas, incluindo controlo do tabaco, regulamentação do álcool, vacinação contra HPV e hepatite B, melhoria da qualidade do ar e ambientes mais saudáveis, com ação intersetorial.
Em 2022, quase quatro em cada dez cancros a nível global podiam ser prevenidos, associando-se a fatores de risco evitáveis como tabaco e álcool. A estimativa foi apresentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) numa conferência de imprensa, a poucos dias do Dia Mundial do Cancro.
Segundo a OMS, cerca de 7,1 milhões dos 18,7 milhões de novos cancros diagnosticados em adultos em 2022 estiveram ligados a fatores de risco. A equipa de investigação avaliou 30 causas preveníveis, incluindo poluição do ar, inatividade física e radiação ultravioleta.
Entre os fatores, o tabaco contribuiu com 3,3 milhões de casos, infeções com 2,2 milhões e álcool com 700 mil. Os três juntos representam a maior parte dos cancros evitáveis, sublinha a OMS.
Focos principais
A investigação abrange 36 tipos de cancro em vários países e mostra que os cancros do pulmão, estômago e colo do útero representam quase metade dos casos evitáveis. O pulmão está ligado ao tabagismo e à poluição.
O estômago deve-se, sobretudo, à infecção pela Helicobacter pylori, enquanto o colo do útero é amplamente associado ao HPV. A carga de cancros evitáveis é superior nos homens face às mulheres, segundo a OMS.
Implicações e ações
A OMS aponta para estratégias de prevenção específicas por contexto, como controlo do tabaco, regulamentação do álcool e vacinação contra infeções cancerígenas como HPV e hepatite B. Melhorar a qualidade do ar é igualmente relevante.
A organização sublinha a necessidade de ações coordenadas entre setores, desde saúde e educação até energia e transportes, para evitar milhões de diagnósticos. A mensagem é de melhoria de prevenção a vários níveis.
Observações finais
Andre Ilbawi, chefe da equipa de controlo do cancro, afirma que os números podem ser alterados com medidas de prevenção. A OMS reforça que muitos cancros são preveníveis e dependem de decisões políticas e comunitárias.
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