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Quatro em cada dez cancros poderiam ser evitados com hábitos saudáveis

Quase 38% dos cancros podem ser evitados, segundo a Organização Mundial da Saúde, com controlo de tabaco, infeções e álcool

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  • A Organização Mundial da Saúde concluiu que cerca de 37,8% dos novos cancros são associáveis a fatores de risco evitáveis, como tabaco, álcool, obesidade, inatividade física, poluição do ar, radiação ultravioleta e nove infeções causadoras de cancro.
  • Em 2022, aproximadamente 7,1 milhões dos 18,7 milhões de cancros diagnosticados em adultos estiveram ligados a fatores de risco evitáveis.
  • Entre os principais fatores estão o tabaco (3,3 milhões), várias infeções (2,2 milhões) e o consumo de álcool (700 mil).
  • Os cancros do pulmão, do estômago e do colo do útero representam quase metade dos casos evitáveis, com o pulmão ligado ao tabagismo e à poluição, o estômago à infeção por Helicobacter pylori e o colo do útero ao HPV.
  • A carga de cancros evitáveis é maior nos homens do que nas mulheres; a OMS defende medidas de prevenção específicas, incluindo controlo do tabaco, regulação do álcool, vacinação contra HPV e hepatite B, melhoria da qualidade do ar e ambientes saudáveis para alimentação e atividade física.

O tema central é que quase quatro em cada 10 cancros globais podem ser evitados, segundo a OMS. A análise foi apresentada a 3 de fevereiro, dias antes do Dia Mundial do Cancro, com base em 30 causas preveníveis.

Em 2022, cerca de 7,1 milhões dos 18,7 milhões de novos cancros diagnosticados em adultos estavam ligados a fatores de risco evitáveis. A pesquisa inclui tabaco, álcool, IMC elevado, inatividade física, poluição do ar, radiação UV e nove infeções cancerígenas.

A OMS destina que 37,8% dos casos analisados se devem a estas causas evitáveis. Entre os 7,1 milhões de cancros associados, 3,3 milhões estão ligados ao tabaco, 2,2 milhões a infeções e 700 mil ao álcool.

Principais tumores evitáveis

O estudo indica que o cancro do pulmão, estômago e colo do útero representam quase metade dos casos evitáveis. O pulmão está ligado ao fumo e à poluição do ar; o estômago, à infeção por Helicobacter pylori; o colo do útero, ao HPV.

A carga de cancros evitáveis é maior entre homens do que entre mulheres. O tabagismo aparece como principal fator entre os homens, seguido de infeções e álcool. Nas mulheres, as infeções lideram, seguidas do tabaco e do IMC elevado.

Recomendações e perspetivas

A OMS aponta estratégias de prevenção específicas para cada contexto, incluindo controlo do tabaco, regulamentação do álcool, vacinação contra infeções cancerígenas como HPV e hepatite B, melhoria da qualidade do ar e ambientes mais saudáveis para alimentação e atividade física.

A ação coordenada entre sectores da saúde, educação, energia, transportes e trabalho é essencial para reduzir o fardo do cancro. O objetivo é evitar milhões de diagnósticos através de intervenções de prevenção a vários níveis.

Conclusões da OMS

O estudo reforça que muitos cancros são evitáveis com medidas simples e bem implementadas. Os responsáveis pela OMS destacam que os números de novos casos podem mudar com políticas públicas e mudanças de hábitos.

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