- Em janeiro de 2026, o consumo de energia elétrica no sistema nacional atingiu 5,4 TWh, o maior valor já registado, com um aumento de 8,1% face ao mês homólogo anterior.
- Ao longo do mês foram fixados novos máximos diários de consumo, com o total consolidado no dia 23 de janeiro.
- A produção teve condições favoráveis: índices de produtibilidade hidroelétrica e eólica de 1,33 e 1,35, respetivamente, os mais elevados para janeiro desde 2014; a fotovoltaica registou o menor valor para janeiro nos registos da REN.
- A produção renovável respondeu por 80% do consumo, sendo 37% hidroelétrica, 35% eólica, 4% fotovoltaica e 4% biomassa; a energia não renovável, gerada a partir de gás natural, conduziu 14%, e 6% foi importado.
- No setor do gás natural, o consumo mensal foi o mais elevado desde julho de 2023, com o terminal de GNL de Sines a manter-se como principal fonte de abastecimento; o mês ficou marcado pelo mau tempo com a passagem da depressão Kristin.
O mês de janeiro de 2026 registou o maior consumo de energia eléctrica de sempre no sistema nacional, avançou a REN – Redes Energéticas Nacionais. O total alcançou 5,4 TWh, com um aumento de 8,1% face ao mesmo período de 2025, ou 5,9% ajustado para temperatura e dias úteis. Novos máximos diários foram estabelecidos ao longo do mês, fixando-se no dia 23.
A REN explica que janeiro contou com condições meteorológicas favoráveis, especialmente para a hydroelétrica e a eólica, com índices de produtibilidade de 1,33 e 1,35, respetivamente, os mais elevados para janeiro desde 2014. A produção fotovoltaica registou o valor mais baixo para o mês na base de dados da REN.
No conjunto da produção, a energia renovável satisfez 80% do consumo: hidroelétrica 37%, eólica 35%, fotovoltaica 4% e biomassa 4%. A produção não renovável, essencialmente gas natural, abasteceu 14% e o restante 6% português foi assegurado por importação.
No que toca ao gás natural, o consumo mensal atingiu o patamar mais elevado desde julho de 2023, com o terminal de GNL de Sines a manter-se como principal fonte de abastecimento. Em janeiro, o mau tempo, com a depressão Kristin, trouxe vento, chuva, neve e agitação marítima a Portugal.
Produção e consumo: perspetivas de abastecimento
A REN reforça que o mês refletiu, a nível global, um reforço da procura e oscilações no mix energético, destacando a importância das renováveis para o equilíbrio do sistema. O estudo mensal da empresa permite observar impactos de condições climáticas na oferta e na procura.
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