- Cinco dias depois, a EDIA abriu novamente os descarregadores de meio-fundo da barragem de Alqueva às 9 horas de segunda-feira, para libertar caudais controlados para o rio Guadiana.
- A barragem recebeu, durante a última noite, um grande volume de água devido às chuvas intensas, com afluência na ordem dos três mil metros cúbicos por segundo.
- A gestão controlada dos caudais visou reduzir o risco de cheias a jusante, protegendo populações e bens ao longo do rio Guadiana.
- O caudal de descarga inicial é de 600 m³/s, somando-se ao caudal turbinado de 800 m³/s, totalizando 1.400 m³/s a jusante; na Barragem de Pedrógão o caudal descarregado é de 1.500 m³/s.
- A EDIA insiste na adoção de precauções nas zonas potencialmente afetadas e na cooperação de entidades e populações ribeirinhas para prevenir riscos.
Cinco dias depois, a Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas de Alqueva (EDIA) abriu novamente os descarregadores de meio-fundo da barragem de Alqueva, às 9 horas de segunda-feira, para libertar água para o rio Guadiana. A operação faz parte de uma gestão de descargas controladas.
Na última noite, a barragem recebeu um volume elevado de água devido às chuvas intensas, com afluências da ordem de 3000 metros cúbicos por segundo. A EDIA explicou que a gestão dos caudais visou reduzir o risco de cheias a jusante, protegendo populações e bens ao longo do Guadiana.
À semelhança da semana anterior, com caudais elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, abriu-se um caudal de descarga inicial de 600 m³/s, que somado ao caudal turbinado de 800 m³/s resulta num total de 1.400 m³/s a jusante. Em Pedrógão, o caudal descarregado é de 1.500 m³/s. A EDIA pediu às populações precaução nas zonas potenciais de alagamento e cooperação de entidades ribeirinhas.
Histórico das descargas
As descargas na Barragem de Alqueva são eventos excecionais, acionados quando o armazenamento está muito elevado e a gestão por turbinamento não basta para acomodar as afluências. Registaram-se quatro episódios anteriores de descargas controladas:
- 2010: Nível de pleno armazenamento pela primeira vez desde a conclusão das obras.
- 2011: Descargas controladas pelo segundo ano consecutivo.
- 2013: Descargas por aproximação da capacidade máxima.
- 2026 (28/01/26): Descargas para gerir volume próximo da capacidade.
Em 2015, a albufeira atingiu a plenitude, sem descargas para o Guadiana, com a água desviada para a central hidroelétrica para produção de energia.
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