- Em 2025 foram declaradas extintas 44 espécies animais, fungos e vegetais, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
- Entre elas estão o maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), o caracol-cone (Conus lugubris) da costa de Cabo Verde e o musaranho da ilha do Natal (Crocidura trichiura), visto pela última vez na década de 1980.
- A UICN alerta que existem mais de 48.600 espécies em perigo, o que representa cerca de 28% das avaliadas; entre os grupos mais ameaçados estão cigarras, corais, anfíbios e tubarões e raias.
- Os critérios de extinção observam fatores como tamanho/população, área de distribuição, fragmentação e velocidade de queda, explicou Catherine Numa.
- Nos últimos cinco anos, quase 310 espécies passaram para a categoria extinta, com padrões ligados a atividades humanas como perda de habitat, espécies invasoras, exploração excessiva e alterações climáticas.
Dois a cada três parágrafos, a notícia fica em tom objetivo, sem opiniões ou conclusões. Segue a reescrita em português de Portugal, num estilo de hard news.
Um total de 44 espécies foram declaradas extintas em 2025, segundo avaliações da UICN. A lista vermelha reflete um verificado de especialistas em todo o mundo.
Entre as espécies identificadas como extintas estão aves, mamíferos, invertebrados e até fungos e plantas, já classificados na categoria irreversível.
O maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), ave migratória que dominava parte da Europa, Ásia e Norte de África, integrou a lista de extinção.
Outro caso é o caracol-cone (Conus lugubris), que vivia nas costas de Cabo Verde e era venenoso, considerado relevante para o equilíbrio da biodiversidade marinha.
Também aparece o musaranho da ilha do Natal (Crocidura trichiura), pequeno mamífero insetívoro avistado pela última vez na década de 1980.
Contexto atual
A UICN aponta que mais de 48.600 espécies estão em perigo, o que corresponde a cerca de 28% das avaliadas. Civum a cigarra, coral, anfíbios e tubarões aparecem entre os grupos mais ameaçados.
As avaliações utilizam critérios como dimensão da população, tendência, distribuição, fragmentação e probabilidade de extinção. Esses parâmetros permitem classificar o risco de cada espécie.
Nos últimos cinco anos, quase 310 espécies entraram na categoria de extinta, um reflexo também do aumento de estudos. A organização salienta que a taxa de extinção continua elevada.
A responsável pelo Programa de Espécies no Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN, Catherine Numa, descreve que a perda de habitat, espécies invasoras, sobre-exploração, doenças e mudanças climáticas são fatores comuns.
A responsável acrescenta que muitos padrões de extinção são causados pela ação humana, direta ou indireta, e que ainda é possível evitar o pior para várias espécies.
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