- O texto recorda o falecimento de Francisco Simões, escultor de audácias e amigo generoso.
- Foi diretor da Escola Preparatória da Ribeira Brava, na Madeira, onde desenvolveu um projecto pedagógico notável.
- O projecto permitia aos alunos cultivar hortas, criar animais e aprender várias disciplinas, e foi avaliado pelo Ministério da Educação após o 25 de Abril.
- O projecto inspirou a sua adopção pelo Sistema Educativo através do programa “Trabalho Produtivo nos Ensinos Básico e Secundário”, mas foi considerado um falhanço pelos críticos, que diziam que “a Escola não é para agriculturas”.
- Observou-se depois o aparecimento de projectos idênticos em Haia e Londres; o autor descreve Francisco Simões como visionário.
Faleceu Francisco Simões, escultor reconhecido pela audácia das obras e pela generosidade como amigo. A notícia foi confirmada por fontes próximas. O artista era também diretor da Escola Preparatória da Ribeira Brava, na Madeira.
Conhecido pela obsessão pela figura feminina, o seu trabalho explorou limites estéticos com sensibilidade. Entre as peças, destacou-se a referência a Camilo e Ana Plácido, polémica pela nudez, mas defendida pela visão do autor. A obra gerou debates naquele meio.
O percurso pedagógico de Simões ficou marcado pela direção da Escola Preparatória da Ribeira Brava. Criou um projecto onde alunos cultivavam hortas e criavam animais, promovendo independência alimentar e um currículo integrado.
Carreira pedagógica
O projeto, integrado no âmbito do programa Trabalho Produtivo nos Ensinos Básico e Secundário, inspirou várias escolas a experimentar abordagens similares. Embora tenha encontrado resistência, o modelo foi notado pela comunidade educativa.
Legado e memória
Quem o conheceu ressalta o perfil de visionário, que ligava arte, educação e prática pedagógica. O contributo à educação na Madeira é lembrado como exemplo de inovação no ensino básico e secundário.
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