- A nutricionista Débora Pita alerta para ler a lista de ingredientes e encontrar açúcares escondidos, mesmo em itens que indicam serem sem adição de açúcar.
- Um relatório da Organização Mundial de Saúde, com dados de mais de 470 mil crianças na Europa, aponta persistência da obesidade infantil na região.
- Muitos pais subestimam o peso dos filhos: dois terços acreditam que as crianças estão com peso normal ou abaixo do indicado.
- Há um risco associado às escolhas rápidas, como o fast food, que pode afectar rendimento escolar e qualidade do sono, e reduzir o consumo de fruta e legumes.
- Defende-se equilíbrio alimentar ao longo do dia, evitando extremos, com refeições de qualidade e exemplos positivos dos pais à mesa para influenciar hábitos.
A nutricionista Débora Pita alerta para erros comuns na alimentação infantil, especialmente quando a alimentação de crianças se aproxima da dos pais. Em entrevista, a especialista sublinha a necessidade de ler a lista de ingredientes para identificar açúcares ocultos, mesmo em produtos sem adição de açúcar. O tema, trazido pelo DIÁRIO, é contextualizado com dados da OMS sobre obesidade infantil na Europa.
Segundo a especialista, muitos erros decorrem da literacia alimentar. Ao fazer compras, os pais acabam por verificar apenas rótulos superficiais, sem perceber ingredientes que escondem açúcares ou gorduras. Esses sinais podem estar presentes mesmo em alimentos considerados adequados para crianças.
Para identificar o açúcar escondido, Débora Pita sugere observar terminações como “ose” nos ingredientes, por exemplo maltose ou frutose, que correspondem a açúcares adicionados. A maltodextrina também é apontada como ingrediente comum em papas de bebé e bolachas.
As rotinas a correntes aceleradas favorecem escolhas rápidas, como o consumo de fast food, que podem afetar o rendimento escolar e o sono das crianças. A nutricionista destaca ainda a redução de consumo de fruta e legumes quando os pais forçam a aceitação de novos alimentos, em detrimento de hábitos alimentares equilibrados.
Qualidade vs quantidade
Débora Pita reforça que a qualidade dos alimentos é determinante para o desenvolvimento. Um dia com excesso de bolachas ou iogurtes pode comprometer energia, concentração e bem-estar físico da criança. A dieta deve incluir refeições regulares com base na alimentação mediterrânica.
Riscos do extremismo alimentar
A especialista comenta que a pressão para a perfeição pode levar a comportamentos alimentares desordenados. O equilíbrio entre indulgência ocasional e hábitos saudáveis ajuda a prevenir perturbações como compulsão, anorexia ou bulimia em idade escolar.
Estratégias para crianças seletivas
A nutricionista oferece estratégias para lidar com resistência a novos alimentos e identifica os nutrientes-chave nesta fase. O papel dos pais ao momento da refeição é citado como influente no desenvolvimento de hábitos alimentares estáveis.
Mais detalhes sobre as estratégias, nutrientes essenciais e o impacto do comportamento parental à mesa aparecem na entrevista disponível no canal do DIÁRIO no YouTube.
Entre na conversa da comunidade