- Uma mulher de vinte e um anos desmaiou após receber setecentos chicotadas numa praça de Banda Aceh, Aceh, na Indonésia, por alegadas relações sexuais fora do casamento e consumo de álcool.
- Cada acusado recebeu cento e quarenta chicotadas com uma vara de rotim: cem por relações sexuais fora do casamento e quarenta pelo consumo de álcool.
- A punição ocorreu em público, perante dezenas de pessoas; a mulher foi encaminhada a uma ambulância após perder os sentidos.
- No mesmo dia, outras quatro pessoas foram castigadas, incluindo um agente da polícia religiosa e a sua companheira, que receberam vinte e três chicotadas cada uma.
- Organizações internacionais de direitos humanos criticam as punições, considerando-as cruéis e degradantes.
Uma mulher desmaiou após receber 140 chicotadas na província de Aceh, na Indonésia, onde vigora a lei islâmica. A punição tinha como base acusações de manter relações sexuais fora do casamento e de consumo de álcool. O episódio ocorreu em público, num parque de Banda Aceh, diante de dezenas de espetadores.
O castigo foi aplicado por agentes da polícia da sharia. Cada acusado recebeu 140 golpes com uma vara de rotim: 100 por relações sexuais fora do casamento e 40 pelo consumo de álcool, segundo Muhammad Rizal, chefe desta polícia, em declarações à AFP citadas pelo Guardian.
A mulher, de 21 anos, desmaiou durante a execução e foi transportada para uma ambulância. Um homem que também enfrentava as mesmas acusações foi chicoteado nas mesmas condições, segundo o relatório da AFP.
No mesmo dia, mais quatro pessoas foram punidas, incluindo um agente da polícia religiosa e a sua companheira, que receberam 23 chicotadas cada, após serem apanhados num local privado. Rizal afirmou que não existem exceções, nem para membros da própria força.
A prática de chicotadas em Aceh continua a abranger crimes como o jogo, o consumo de álcool, atividades homossexuais e relações sexuais fora do casamento. Em 2025, dois homens foram chicoteados 76 vezes cada por manterem relações sexuais, segundo o relato de tribunais locais.
Organizações internacionais de direitos humanos têm reiterado críticas a estas punições, descrevendo-as como cruéis e degradantes. O governo de Aceh mantém a aplicação da sharia como parte de um regime autónomo desde 2001, argumento invocado para justificar a norma dentro da província.
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