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Guiné-Bissau vista por Filipa César e colegas, segundo Amílcar Cabral

Em Serralves, Meteorizações resulta de mais de quinze anos de cinema e artes visuais, recordando a ida de quatro estudantes para Cuba por Amílcar Cabral.

Um instante de *Quantum Creole* (2020), com Filipa César
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  • Meteorizações é a primeira exposição antológica da artista Filipa César em Portugal, reunindo mais de quinze anos de investigação, produção e colaborações entre o cinema e as artes visuais.
  • A mostra está presente no Centro de Arte Contemporânea de Serralves até ao dia 31 de maio.
  • A exposição destaca a relação entre o cinema, a memória e a resistência, explorando a perspetiva da Guiné-Bissau.
  • Em 1967, Amílcar Cabral enviou vinte e cinco estudantes para Cuba; quatro deles estudaram cinema para documentar a luta pela independência contra a ocupação portuguesa e o período pós-independência.
  • Os estudantes que seguiram cinema são Sana Na N’Hada, Josefina Crato, Flora Gomes e José Cobumba Bolama.

A exposição Meteorizações marca a primeira apresentação antológica de Filipa César e parceira(s) em Portugal, reunindo mais de 15 anos de investigação entre cinema e artes visuais. A mostra está em Serralves e pode ser visitada até 31 de Maio. O foco está na Guiné-Bissau vista pelos seus olhos.

O conjunto de obras resulta da colaboração entre Filipa César, outros artistas e investigadores, que exploram o cruzamento entre cinema, memória histórica e processos de criação. A curadoria reúne filmes, instalações e documentos de arquivo.

A apresentação incide sobre a relação entre imagem, luta de libertação nacional e períodos seguintes, com ênfase no contexto guineense. A mostra questiona como as representações moldam a compreensão de identidade e resistência.

Contexto histórico

Em 1967, Amílcar Cabral enviou 25 estudantes para Cuba, para estudar cinema. O objetivo era documentar a luta pela independência contra o colonialismo português e o período pós-independência. Quatro desses estudantes destacaram-se por terem seguido cinema.

Entre os nomes destacados estão Sana Na N’Hada, Josefina Crato, Flora Gomes e José Cobumba Bolama. A vertente educativa de Cabral visava ampliar a capacidade de preservar memórias e de partilhar narrativas sobre a luta.

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