- Um homem e uma mulher foram açoitados 140 vezes cada um, por relações sexuais fora do casamento e por consumo de álcool, numa província conservadora de Aceh, na Indonésia.
- A sentença foi proferida por um tribunal islâmico e a mulher desmaiou durante açoitamento, sendo transportada de ambulância para hospital.
- Além deles, outras quatro pessoas foram açoitadas publicamente, incluindo um polícia e a parceira dele, com 23 chicotadas cada.
- As relações sexuais entre pessoas solteiras são proibidas em Aceh, a única província da Indonésia a aplicar a lei sharia. A Indonésia aprovou, em 2022, um código penal que proíbe sexo extraconjugal em todo o país, entra em vigor no início deste mês.
- Aceh implementa a sharia desde 2001, após obter autonomia, e os castigos com varas são aplicados a várias ofensas, incluindo jogos de azar, consumo de álcool e homossexualidade, bem como sexo extraconjugal.
Um casal foi açoitado esta quinta-feira, 140 vezes cada um, após ser condenado por terem relações sexuais fora do casamento. O episódio ocorreu numa audiência de um tribunal islâmico na província de Aceh, no oeste da Indonésia, onde vigoram leis da sharia.
A punição prevê 100 chicotadas por sexo fora do casamento e 40 por consumo de álcool, afirmou o chefe da polícia da sharia em Banda Aceh, Muhammad Rizal. Serviços médicos foram chamados após a mulher desmaiar durante o castigo e ser transportada para hospital.
A província de Aceh, cuja implementação da sharia remonta a 2001, é a única região da Indonésia a impor esse tipo de punição. A Indonésia aprovou, em 2022, uma atualização do Código Penal que proíbe o sexo extraconjugal em todo o país, entrando em vigor recentemente.
Contexto legal e desdobramentos
Além do casal, outros quatro indivíduos foram açoitados publicamente, incluindo um polícia e a par‑ceira dele, também por relações sexuais fora do casamento, recebendo 23 chicotadas cada um. Muhammad Rizal enfatizou que as medidas seguem o rito sem exceções, mesmo para membros da própria comunidade.
As autoridades de Aceh destacam que os castigos com varas são aplicados por várias infrações, como jogo, consumo de álcool, homossexualidade e sexo extraconjugal, sob a lei local. Organizações de direitos humanos criticam a prática, enquanto parte da população mantém apoio.
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