- Quatro adolescentes são suspeitos de ter atacado Orelha, o cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, Brasil, a 4 de janeiro.
- O cão foi encontrado vivo no dia seguinte, mas com ferimentos graves; a eutanásia foi realizada a 5 de janeiro.
- A Polícia Civil identificou os suspeitos com base em imagens de câmaras de segurança e testemunhos; três adultos são suspeitos de coagir uma testemunha.
- A polícia investiga também o possível envolvimento do grupo no afogamento de Caramelo, outro cão da Praia Brava, com imagens a mostrar os jovens a pegá-lo ao colo e atirá-lo ao mar.
- A morte de Orelha gerou revolta pública e nas redes sociais, com a hashtag #JustiçaPorOrelha e dois protestos organizados pela comunidade local.
O cão comunitário Orelha, conhecido na Praia Brava, Florianópolis, foi agredido a 4 de janeiro por um grupo de adolescentes. A gravidade dos ferimentos levou à eutanásia no dia seguinte, 5 de janeiro, numa clínica veterinária.
A Polícia Civil identificou pelo menos quatro jovens suspeitos de envolvimento direto. A investigação utiliza imagens de câmaras de segurança e depoimentos de moradores para sustentar as suspeitas.
Três adultos — pais e tio de um dos menores — são investigados por coação de testemunha, segundo o jornal g1. A investigação também apura a existência de outra agressão contra Caramelo, outro cão da comunidade, supostamente associada ao mesmo grupo.
Orelha era uma presença constante no quotidiano da Praia Brava e funcionava como símbolo de convivência e cuidado comunitário, alimentado pela população há anos. O animal foi encontrado ainda com vida, mas em estado muito grave.
Exames realizados apontam que Orelha sofreu pancada na cabeça com um objeto contundente sem ponta ou lâmina. O instrumento utilizado ainda não foi localizado pelas autoridades.
A notícia só chegou à Polícia Civil no dia 16 de janeiro, ampliando a mobilização social. Nas redes sociais, o movimento #JustiçaPorOrelha ganhou expressão, com várias manifestações públicas.
Moradores da Praia Brava já realizaram duas marchas de protesto, reunindo dezenas de pessoas. A Associação de Moradores sublinhou que Orelha era parte essencial da vida local e do cuidado com os animais da região.
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