- Portugal abriu consulta pública para criar a Reserva Natural Marinha D. Carlos, com cerca de 173 mil quilómetros quadrados, entre a Madeira e o Alentejo, até 6 de março de 2026.
- A área inclui montes e bancos submarinos de elevada produtividade biológica, habitats críticos para a biodiversidade marinha e espécies vulneráveis.
- A designação faz Portugal chegar a 25 por cento da sua área marinha sob proteção, aproximando-se da meta de 30 por cento até 2030.
- O processo inclui o reforço da proteção do Banco de Gorringe, com o Plano de Gestão em consulta pública para melhorar o estado ecológico e reduzir as pressões sobre os recursos marinhos.
- A reserva é apresentada também como oportunidade para investimento sustentável em investigação, monitorização ambiental e valorização dos serviços dos ecossistemas marinhos, em homenagem ao Rei D. Carlos.
Portugal abriu uma consulta pública para a criação da Reserva Natural Marinha D. Carlos, uma área estimada em 173 mil km² no Atlântico Nordeste, entre Madeira e Alentejo. O objetivo é reforçar a proteção de montes e bancos submarinos de elevada produtividade biológica e valor ecológico.
A consulta decorre no portal Participa.pt até 6 de março de 2026. A proposta inclui zonas de habitats críticos para espécies vulneráveis, migratórias e para ecossistemas de profundidade pouco estudados, com impactos na gestão da biodiversidade marinha.
A designação aproxima Portugal da meta de proteger 25% da sua área marinha, avançando para os 30% estabelecidos no âmbito internacional para 2030. A evolução está alinhada com o Quadro Global da Biodiversidade Kunming–Montreal.
Reforço de proteção no Banco de Gorringe
O processo prevê também aprofundar a proteção do Banco de Gorringe, com a classificação para Zona Especial de Conservação. O Plano de Gestão encontra-se em consulta pública, com medidas para melhorar o estado ecológico e reduzir pressões sobre recursos marinhos.
Atividades pesqueiras e sustentabilidade
O regime de proteção da futura reserva mantém a atividade pesqueira artesanal, descrita como seletiva e de baixo impacto. Estas práticas tradicionais serão enquadradas para preservar a biodiversidade enquanto asseguram a sustentabilidade das comunidades costeiras.
Investimento sustentável e legado científico
A iniciativa é apresentada como oportunidade para atrair investimento em investigação, monitorização ambiental e valorização dos serviços ecossistémicos. A designação homenageia o Rei D. Carlos, pioneiro da oceanografia em Portugal entre 1896 e 1904.
Base científica e participação pública
A proposta baseia-se no conhecimento científico disponível, resultante de campanhas oceanográficas nacionais e internacionais. Dados foram recolhidos por instituições públicas e privadas, universidades e centros de investigação.
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