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Cinco arguidos do Grupo 1143 ficam em prisão preventiva

Cinco arguidos do Grupo milícia 1143 ficam em prisão preventiva, enquanto 32 libertados ficam obrigados a não contactar entre si e a apresentar-se periodicamente às autoridades

Cinco arguidos do Grupo 1143 ficam em prisão preventiva
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  • O juiz Nuno Costa Dias decretou prisão preventiva a cinco arguidos do Grupo 1143, por risco de continuidade da atividade criminosa e de ameaças associadas.
  • 32 arguidos libertados ficam obrigados a não contactar entre si e a apresentar-se periodicamente às autoridades competentes.
  • O líder do grupo, Mário Machado, recebeu quatro anos de prisión efetiva por crimes de discriminação e incitamento à violência ligados a grupos sociais.
  • Entre os 37 arguidos detidos na operação estavam militantes do Chega, um polícia de Setúbal e um militar da Força Aérea, abrangidos por crimes de discriminação, incitamento ao ódio, violência, ameaça e detenção de arma proibida.
  • A PJ indicou que o Grupo 1143 pretendia formar uma milícia armada para conter uma alegada ameaça islâmica e desencadear uma guerra racial, com a operação a incluir dezenas de buscas e apreensão de armas e material de propaganda associado à extrema-direita violenta.

Cinco arguidos do Grupo 1143 ficaram em prisão preventiva, segundo decisão do juiz Nuno Costa Dias. A medida surge num caso ligado a uma investigação por discriminação, incitamento ao ódio, violência, ameaça e coação agravada.

Os 32 arguidos libertados ficam sujeitos a proibição de qualquer contacto entre si e a apresentações periódicas às autoridades competentes, conforme determinação judicial. Entre os detidos no âmbito da operação estiveram militantes do Chega, um polícia de Setúbal e um militar da Força Aérea.

Ao todo, eram 37 arguidos detidos na semana passada, com várias buscas de grande escala realizadas em todo o país. A operação apreendeu armas e material de propaganda associado à extrema-direita violenta, incluindo símbolos neonazistas. A investigação visa esclarecer planos de uma milícia armada para conter uma alegada ameaça islâmica.

Contexto do processo e desdobramentos

Segundo a Polícia Judiciária, o líder do grupo, Mário Machado, foi já condenado a quatro anos de prisão efetiva por crimes de discriminação e incitamento à violência relacionados com grupos sociais. A decisão de prisão preventiva incidiu nos riscos de continuidade da atividade criminosa e de eventuais ameaças à ordem pública.

A operação contou com dezenas de buscas e permitiu controlar potenciais meios de apoio logístico ao grupo. As autoridades não divulgaram datas de novos interrogatórios, limitando-se a confirmar as medidas já anunciadas. A investigação prossegue para esclarecer a extensão de supostos contatos e financiamentos.

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