- O compositor Pedro Ricardo criou um novo projeto com António Zambujo e Ana Margarida Prado, que culmina em março com o álbum Oxalá com o tempo.
- O projeto, que mistura jazz, eletrónica e música popular portuguesa e brasileira, é apresentado através de dois EPs que antecedem o álbum.
- O single Sem Caminhar eu Vou de Zambujo abriu o caminho, seguindo-se o EP homónimo na próxima sexta-feira.
- Em fevereiro sai o single Oxalá Cante com Tempo de Ana Margarida Prado, com o EP correspondente a seguir, chegando o álbum digital no dia 27 de março.
- O álbum de março será lançado em formato duplo vinil de sete polegadas, com edição digital que reúne os dois EPs e faixas adicionais; tudo foi pensado com pauses, silêncios e interlúdios propositados.
Pedro Ricardo apresenta um projeto musical que reúne António Zambujo e Ana Margarida Prado, com o lançamento do álbum Oxalá com o tempo previsto para março. A iniciativa, desenvolvida pelo compositor e multi-instrumentista, cruza jazz, eletrónica e música popular portuguesa e brasileira, em quatro etapas.
O projeto sucede Sopram Bons Ventos, de 2003, e marca a estreia de Pedro Ricardo a compor para voz, além de flautas e cordas. A produção envolve o trio do artista, com Marco Duarte na bateria e Pablo Rizo no piano e sintetizadores, e contou com a participação de Zambujo em dois temas.
A fase inicial arrancou este mês com o single Sem Caminhar eu Vou, de António Zambujo. Em seguida, será lançado um EP homónimo, com a estreia prevista para a próxima sexta-feira.
Lançamentos e cronograma
Em fevereiro, no dia 27, chega o single Oxalá Cante com Tempo, interpretado por Ana Margarida Prado. Segue-se o EP de mesmo título em 6 de março, e o álbum digital no dia 27 de março.
Pedro Ricardo descreve o processo como uma passagem do trabalho eletrónico para a integração de vozes. Em declarações à agência Lusa, explicou ter passado a tocar guitarra e a compor melodias, reconhecendo o papel crucial de colaborar com cantores.
O músico revela ter passado tempo no Rio de Janeiro, onde absorveu influências da música brasileira. A escolha de vozes busca representar a realidade de Portugal, associando a versatilidade de Prado à presença de Zambujo.
Sobre as escolhas artísticas
A decisão de convidar António Zambujo deveu‑se à identidade vocal que o artista oferece, alinhada com o perfil das peças. A fadista Ana Margarida Prado foi selecionada por sua capacidade de transitar entre fado e projetos de exploração de outros géneros.
Entre as composições, há espaço para instrumentais que acompanham as vozes, explorando silêncios e interlúdios construídos de forma intencional. O álbum destaca-se pela edição em formato físico, com um duplo vinil de sete polegadas, além da edição digital com conteúdos adicionais.
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